Recentemente estivemos, mais uma vez, em Itaúnas, no extremo norte do Espírito Santo, quase divisa com a Bahia. Este é um lugar muito especial por sua beleza natural e simplicidade. É um refúgio paradisíaco para quem deseja curtir a natureza praticamente selvagem, a boa mesa capixaba e, à noite, o autêntico forró pé de serra.

Famosa por suas dunas douradas e pelo forró, Itaúnas ficou conhecida como a capital nacional do ritmo nordestino, atraindo desde amantes da natureza até aficionados pelo forró.

Até a década de 1960 Itaúnas era uma vila de pescadores na beira da praia de mesmo nome, mas em decorrência do desmatamento, a pequena vila foi soterrada pelas dunas que avançaram sobre ela.

A vila atual, às margens do rio Itaúnas, nasceu na década de 70 após a população ter deixado o povoado original que ficava do outro lado do rio. Da antiga vila, fundada há mais de 300 anos, ainda podem ser vistas algumas ruínas no meio das dunas.

Até hoje Itaúnas mantém características de uma autêntica vila de pescadores, é a imagem da tranquilidade com uma igrejinha branca na única praça, manifestações folclóricas, casas simples, pousadas rústicas, poucos carros, ruas sem pavimentação e uma boa comida caseira.

Itaúnas já foi o paraíso dos “rippies” nos anos 1980, que descobriram praias escondida por montes de areia fina e dourada.

A praia de Itaúnas fica a cerca de 800 metros da pracinha do vilarejo, mas exige disposição e força para ultrapassa as enormes dunas e alcança-la.

A dificuldade natural imposta pelas dunas, com cerca de 30 metros de altura, faz com que as praias fiquem praticamente desertas.

Se você aprecia praias tranquilas, com águas mornas em torno dos 23 Cº, areias finíssimas e douradas, essa é a sua praia!

À noite o clima é outro e a pacata vila se transforma na capital do autêntico forró pé de serra. Na alta temporada, começa por volta da meia-noite e só termina quando o sol lança seus primeiros raios.

O ritmo ditado por sanfonas, zabumbas e triângulos é tão contagiante na vila que a transformou no cenário do Festival Nacional de Forró, que atrai fãs e personalidades do arrasta-pé no mês de julho.

Parque Estadual de Itaúnas

A natureza praticamente não foi alterada e continua exibindo manguezais, riachos, dunas enormes, vegetação de restinga, trechos da Mata Atlântica e as praias que se mantém absolutamente preservadas. Isso graças à criação do Parque Estadual de Itaúnas, em 1991. No ano seguinte, o Parque foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

A área total do Parque é de 3.674 hectares com 25 quilômetros de praias selvagens, entretanto somente três quilômetros são acessíveis ao público em geral, onde se encontra uma infraestrutura mínima de quiosques para atender aos clientes. O restante fica protegido por uma barreira natural de dunas, vegetação nativa, mangues e riachos.

Por se tratar de um Santuário Ecológico, nele foi instalado uma Estação de pesquisas de desova das tartarugas através do Projeto TAMAR, com a finalidade de proteger as tartarugas marinhas. Cinco espécies de tartarugas encontradas no Brasil desovam nas praias do Parque.

Pesquisas arqueológicas desenvolvidas no Parque encontraram artefatos e outras evidências de comunidades indígenas que estão expostas no salão da sede.

Itaúnas é um pedaço do paraíso!!!

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