Nessa matéria você encontra informações práticas para ajudar a organizar sua viagem para St. Barth, a pequena ilha do Caribe frequentada por milionários e celebridades.

Documentos

Visto

Brasileiros não precisam de visto para permanência até 90 dias. Necessitam apenas de um passaporte válido por, no mínimo, seis meses a partir da data de desembarque.

Seguro Viagem

Saint Barthélemy é uma coletividade ultramarina da França, portanto, segue as regras do Acordo de Schengen que exige seguro viagem com valor mínimo de 30.000 euros.

É bom lembrar que seguro viagem deve ser feito para toda viagem!

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Imigração/Alfândega

Chegando pelo porto ou pelo aeroporto, deve ter em mãos, além do passaporte, a passagem de volta. É conveniente ter a reserva de hospedagem e comprovação de recursos financeiros para o período da estada na ilha.

Não nos foi solicitado nada, mas poderia ter sido pedido alguma ou todas as comprovações acima.

Não tivemos a bagagem verificada na alfândega.

Capital

Gustavia

Fuso Horário

Menos 1 hora no horário de Brasília.

Código de área

+590

Língua

A língua oficial é o francês, mas o inglês é amplamente falado.

Dinheiro

Moeda

O Euro é a moeda oficial, mas é comum encontrar preços em euros e dólar, já que este também é aceito em toda a ilha. Entretanto, a taxa de conversão utilizada não costuma ser favorável para o cliente. Dê preferência ao Euro!

St. Barth é um destino caro! Além de tudo o que é vendido ser importado, o turismo é voltado para quem não se preocupa tanto com quanto vai gastar.

Câmbio

Não há dificuldade, pois os hotéis, de modo geral fazem, apesar de não ser recomendado, pois as taxas podem ser desfavoráveis, como já disse.

Cartões de Crédito

Os principais cartões de crédito internacionais são amplamente aceitos.

Levar

Euro

Eletricidade

220V

Tomada

As tomadas seguem o padrão francês.

Vacina

Não é exigido certificado internacional de vacinação contra febre amarela.

Lista de países que exigem o Certificado Internacional de Febre Amarela.

Veja como tirar o Certificado Internacional de Vacina contra Febre Amerela.

Água

Não existe fonte de água doce na ilha e por isso, há uma usina de dessanilização e sistemas de aproveitamento da água da chuva. Contudo, isso não prejudica o conforto dos turistas.

Segurança

Segundo alguns habitantes, St Barth tem índice de violência beirando zero. Ainda, segundo os moradores da ilha com quem conversamos, não há com o que se preocupar, pois existe uma grande tranquilidade quanto ao item segurança! Entretanto, é sempre bom ficar atento e não facilitar com objetos de valor e dinheiro.

Clima

Assim como nas outras ilhas do Caribe, o clima é tropical marítimo, com uma temperatura média anual de 27ºC podendo chegar a 31ºC no mês de agosto. Há sempre uma brisa constante devido aos ventos alísios que sopram do nordeste.  A ilha tem duas estações bem definidas: a seca, de dezembro a abril e a chuvosa, de maio a novembro, apesar de haver pouca precipitação, fazendo com que a ilha seja considerada seca para os padrões caribenhos. A chuva não chega a atrapalhar nada, pois quando ocorre é em forma de rápidas e intensas tempestades e, em seguida o sol volta a brilhar!

Furacão

De julho a novembro é a época de furacões no Caribe com exceção de Aruba, Curaçao, Bonaire e Los Roques, que ficam fora da rota. Não é comum a ocorrência do evento em St. Barth, entretanto em setembro e outubro os hotéis fecham.

Quando ir

A época em que a ilha fica mais cheia é de dezembro a abril. Neste período os preços ficam consideravelmente maiores. Os meses de pico da alta temporada (inverno) são dezembro, janeiro e fevereiro.

Nos meses de abril, maio e junho o movimento turístico é bem menor, os preços são convidativos e o tempo permanece bom, de modo geral.

Entre julho e novembro a ilha pode ser atingida por furacões, apesar de ser um fenômeno raro.

É importante observar que na alta temporada a ilha tudo fica consideravelmente cheio na ilha. As estradas, que mesmo na baixa temporada podem ter alguma retensão, na alta, ficam insuportavelmente cheias e de difícil transito. Há pouquíssimas vagas para estacionar nas praias, supermercados ou em qualquer outro local. Alguns produtos podem faltar nas prateleiras dos supermercados.

Quanto tempo ficar

Recomendo, no mínimo, três dias para conhecer o indispensável. Quatro ou cinco para relaxar e curtir bem e com calma toda a ilha que tem praias belíssimas!

Caso só haja tempo para aquele bate volta a partir de St. Maarten,veja aqui o indispensável em St. Barth.

Como chegar

Só há duas maneiras de desembarcar na ilha, por barco ou avião e seja como for, uma parada em St Maarten é a melhor e mais rápida opção. Em St Maarten (lado holandês) fica o aeroporto – Aeroporto Internacional Princess Juliana (SXM) – mais próximo que recebe voos internacionais de grande porte. As companhias locais fazem as conexões para o aeroporto de Gustav III, em St Barts.

Por esse motivo, além da proximidade, St Maarten, St Barth e Anguilla costumam ser destinos conjugados.

Avião

As empresas Winair e St. Barth Commuter possuem voos regulares entre St. Maarten (ou St. Martin) e St. Barth com duração de, aproximadamente, dez minutos e custa cerca de 200 dólares por passageiro. São aviões pequenos e com poucos lugares.

É bom lembrar que St Maarten tem dois aeroportos, um no lado holandês (internacional) e outro no lado francês. Este útimo é bem pequeno e opera apenas com aviões de pequeno porte que fazem as rotas das ilhas vizinhas. É importante verificar a partir de qual dos dois aeroportos o voo sairá.

Há, também, voos diretos para St Barth a partir dos aeroportos de Porto Rico e Guadalupe. Nos sites das empresas Air St. Maarten e Tradewind é possível ver as opções de voos charter.

Barco

Na verdade são catamarãs enormes!

O trajeto de barco custa mais barato do que o de avião, mas além de demorar mais, o barco pode balançar muito devido ao mar agitado (e balança mesmo!). Viajamos de barco e balançava ao ponto de não dar para ficar em pé. Por isso, quem costuma enjoar deve evitar essa opção!

Duas empresas fazem a travessia entre as ilhas de St Maarten e St Barth diariamente:

A Voyager, que opera a partir de dois portos de St Martin: Saídas de Marigot (costa oeste) com duração de 1h30 de viagem e de Oyster Pond (costa leste) com duração de 30min. Há, pelo menos, uma saída pela manhã e outra à tarde.

Obs: Viajamos com a Voyager e não recomendamos! Compramos os tickets pelo site da empresa e tanto o horário de ida para St Barth como o de volta para St Martin foram alterados, via email dois dias antes. Eles alegaram que foi precisaram alterar os horários, mas a verdade é que nem todos os horários oferecidos pelo site existem na prática (na verdade a maioria dos horários não existe). Um absurdo! Ficamos sabendo que muitos viajantes passam pelo mesmo problema.

Great Bay Express, com saídas de Philipsburg e duração de 50min.

Aeroporto / Porto

O aeroporto Gustav III é pequeno e tem uma pista muito curta (651 metros), portanto, só recebe aviões de pequeno porte com capacidade para poucos passageiros. É um aeroporto considerado perigoso para pousos e requer um certificado de qualificação especial para os pilotos.

No aeroporto está à maioria das locadoras de carro e em frente, o único posto de gasolina da ilha.

O porto também é pequeno e fica localizado próximo ao aeroporto e a capital Gustavia.

Saindo do aeroporto / porto

As únicas opções de transporte entre o aeroporto / porto e seu local de destino na ilha são táxi, transfer do hotel ou carro alugado. Não há transporte público ou ônibus shuttle. Fomos de táxi para o hotel Le Guanahani (30 euros – preço médio das corridas) e só pegamos o carro no hotel.

Como circular

Aluguel de carro

Fundamental!!!

St. Barthélemy é uma ilha pequena, mas a melhor forma de conhecê-la é alugando um carro. O ideal é alugar antes de sair do Brasil e pegar o carro no aeroporto ou no hotel, principalmente em alta temporada. Se preferir, os hotéis costumam providenciar o aluguel, basta solicitar. No nosso caso o hotel Normandie providenciou o aluguel. Pegamos o carro no hotel e ao devolvermos a locadora nos deixou no porto, onde embarcaríamos para St Martin.

Um carro básico/popular tem diária em torno de 40 dólares com seguro e quilometragem livre.

Não há necessidade de habilitação internacional, basta a Carteira de Habilitação Nacional válida.

As estradas/ruas de St Barth são estreitíssimas e não existem calçadas para pedestre. A ilha é muito acidentada e por isso há muitas curvas, o que requer muita atenção, pois além das estradas serem muito estreitas, alguns motoristas arriscam dirigir muito rápido (a velocidade permitida na ilha é de 30 km/h).

Na ilha não pega GPS, mas com o mapa não tivemos dificuldade alguma. Não há como se perder! São poucas as alternativas de sair da sua direção e, mesmo que saia, logo perceberá. Ai é só retornar ao caminho! Considerando-se que St. Barth é uma ilha bem pequena, não há muitas opções de erro.

O custo benefício do aluguel de carro é muito superior a táxi!

Outra opção é o aluguel de quadriciclo ou vespa que são muito usados na ilha.

Táxi

O táxi não opera com taxímetro e sim com valor fixo, portanto, pergunte o valor da corrida antes de entrar no táxi! Ex.: Pagamos do aeroporto ao hotel Le Guanahani (aproximadamente 3 km) 30 euros.

Não é um bom custo-benefício e acaba saindo mais caro do que alugar um carro.

Transporte Público

Não há transporte público.

Engarrafamento

Como viajamos na baixa temporada, não tivemos esse problema, mas na alta temporada esse é um grande problema! Como disse acima, as estradas são muito estreitas e em mão dupla. Não há acostamento e os estacionamentos são poucos e quando há, são pouquíssimas vagas se compararmos ao fluxo de turista na ilha nos meses de dezembro a abril.

Compras

St. Barth é uma ilha cara! Não espere encontrar promoções ou pechinchas, ao contrário, os preços são altos!

Vamos lembrar que St Barth é um destino de luxo e o foco está naqueles que podem abrir a carteira sem pestanejar.

Por outro lado, a ilha é um paraíso, também, para compras! As lojas vende de Rolex a roupas super transadas e exclusivas, dos cobiçados cosméticos Ligne St. Barth – fabricados na ilha – aos recentes lançamentos da perfumaria, passando pelos óculos mais incríveis e tudo o que você puder desejar!

Apesar de ser uma zona franca (não há cobrança de impostos sobre as mercadorias), não dá para se compara com outros destinos que também são duty free e têm preços mais razoáveis, como a ilha visinha St Maarten e Barbados, por exemplo.

Grande parte do comércio fica na capital, Gustavia, onde é o melhor lugar para quem não resiste àquelas comprinhas de viagem. Pelas ruas de Gustavia se vê de tudo, desde artigos locais e souvenires até itens de luxo nas lojas de grife como Louis Vuitton, Chopard, Ralph Lauren, Roberto Cavalli, Bulgari, Patek Philippe, Cartier, Chanel, Hermès entre outras.

Na Villa Créole, em St Jean, há um polo de comércio bem legal e com preços mais atraentes.

Uma visita aos supermercados e farmácias podem render belas e interessantes compras.

O supermercado Asis fica em um centro comercial em Lorient e é excelente para comprar produtos franceses como queijos, vinhos, foie grãs e patês. Tem até uma gôndola com boa variedade de cosméticos. Outros produtos importados como frios e embutidos também são encontrados em grande variedade.

Dicas
  • Se tiver pouco tempo na ilha, priorize conhecer as praias de Colombier e Salines.
  • Quando for à praia, leve uma bolsa térmica pequena com lanche e água, pois não há infraestrutura na maioria das praias.
  • Faça um pique nique romântico na praia de Salines.
  • Use sempre filtro solar, ainda que não esteja na praia.
  • Vá ao supermercado se quiser comprar delícias francesas como queijos, vinhos e patês entre outros itens.
  • Entre em uma das três farmácias da ilha para encontrar produtos de beleza franceses como Vichy, Lancôme, Iluxe ST Barth e floral de Bach!
  • Assista um pôr do sol no hotel Le Christopher.
  • Para alugar equipamento de snorkel vá a Hookipa Surf Shop, em St Jean.
  • Vá almoçar no O’Corail, na praia Grand Cul de Sac, e peça Mahi Mahi (peixe local delicioso) ao Sauce Creole ou Sauce Chien.
  • Para os amantes do surf, o ideal é viajar entre novembro e abril. Duas boas localizações para praticar o esporte são os hotéis Le Christopher e Le Toiny.
  • Evite a alta temporada! Nessa época a ilha fica extremamente cheia e os preços estratosféricos.

 

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