Portugal é um país riquíssimo em cultura, história, gastronomia e ainda por cima tem vinhos fabulosos. Há poucos dias, em um evento, tive o privilégio de conhecer um pouco mais sobre o Alentejo, a maior região de Portugal, localizada no centro-sul do país, precisamente entre o rio Tejo e o Algarve, fazendo fronteira ao leste com a Espanha e a oeste, banhada pelo Oceano Atlântico.

O evento, promovido pelo Turismo do Alentejo, teve como objetivo divulgar o turismo nesse destino português rico em belezas naturais, história, cultura e gastronomia.

Fiquei fascinada pelo Alentejo e, em breve trarei minhas experiências pessoais dessa região belíssima e hospitaleira de Portugal para compartilhar aqui.

Enquanto isso, vamos ver porque o Alentejo é um dos principais destinos de 2015:

A região tem personalidade autêntica e marcante e, além disso, a proximidade de Lisboa – a apenas 150 km ao leste da capital portuguesa -, propicia chegar-se ao Alentejo em pouco mais de 1 hora. A essa distância alcança-se a cidade histórica de Évora, considerada capital do Alentejo.

O Alentejo é dividido em sub-regiões que se distinguem entre si, mas todas de igual interesse turístico.

Encontramos no Alto Alentejo, no Baixo Alentejo e no Alentejo Litoral cidades turísticas com impressionantes praias ou com maravilhosos cenários naturais, além de um riquíssimo patrimônio cultural, arquitetônico e gastronômico. O Alentejo é uma região que encanta com campos de trigo, florestas de sobreiros, prados de flores silvestres, pequenas aldeias caiadas de branco, praias deslumbrante e uma riqueza histórica fabulosa.

Uma região de origem agrária e pobre se firma no cenário turístico como um dos melhores destinos de 2015, segundo o The New York Times.

Em 2004 o Alentejo conquistou o título de “Melhor Região Vinícola para Visitar” no concurso mundial promovido pelo jornal USA Today. Foram levados em conta os lugares que oferecem boas atrações, como lojas, hotéis com serviço completo, bons restaurantes e excelentes vinhos para proporcionar uma grande experiência para seus visitantes. Na opinião dos especialistas e organizadores, o Alentejo foi a região mais bem cotada. “A comida no Alentejo é rústica e autêntica. Ela aproveita ao máximo o estilo de vida agrário da região”, disseram.

No mesmo ano as praias do litoral alentejano também foram destacadas pelo jornal britânico “The Guardian” como as melhores da Europa.

Mais recentemente o Alentejo tem ganhado diversos prêmios na área do turismo, seja em âmbito nacional ou internacional. Já foi considerado por três vezes (2011, 2012 e 2013) como a melhor região de turismo de Portugal.

O visitante se surpreende e se encanta pelos traços históricos e culturais de sucessivos povos que habitaram a região. A presença humana no Alentejo está documentada desde o Período Paleolítico, seguindo-se por povos como os celtas, árabes, romanos (iniciou-se no século II a.C. e prolongou-se até a queda do Império, no século V) e, mais recentemente os cristãos, dos quais os castelos medievais são os melhores exemplos. No interior lindas aldeias e cidades compões a famosa “Rota dos Castelos”: Nisa, Castelo de Vide, Marvão, Portalegre e Alter do Chão. Conforme avançamos para o sul, percebemos que os terrenos tornam-se mais secos e planos como nos arredores de Évora, nas vilas de Monsaraz, Vila Viçosa, Estremoz e Arraiolos – conhecida pelos seus tapetes feitos à mão baseados em desenhos dos séculos XVII e VXIII.

Alguns dos principais pontos de interesse turísticos do Alentejo são as duas cidades Patrimônio Mundial: Évora e Elvas, além de Alqueva, Portalegre, Beja, Monsaraz, Marvão, Castelo de Vide e na região do Alentejo Litoral como Sines e Troia.

Podemos começa descrevendo o Alto Alentejo onde encontramos, sobre os montes, a beleza do azul e branco em quintas rurais cercadas por muros também de um branco puro. A paisagem, dourada do trigo, muitas vezes tomada pelo lilás aromático da alfazema, pelo verde dos sobreiros, das vinhas ou das oliveiras são verdadeiras maravilhas da natureza.

A gastronomia, Patrimônio da Humanidade, rica em sabores fortemente ligados à terra temperados por ervas e aromas inconfundíveis, como a açorda, o cozido com grão ou o cabrito ou carneiro assado, criado ao ar livre em pastagens abundantes e sobre o olhar atento do Rafeiro do Alentejo, verdadeiro fiel do pastor alentejano.

Destacam-se cidades com imensa importância histórica e riquíssimo patrimônio cultural e arquitetônico como Évora e Elvas, que são sítios declarados pela UNESCO como Patrimônio Mundial. Mas, além dessas, Alter do Chão, Castelo de Vide, Marvão, Monforte, Portalegre, Arraiolos, Estremoz, Montemor-o-Novo entre outra, merecem destaque.

Do alto seguimos para o Baixo Alentejo, que é a maior região Alentejana. Rico em cor e sol, o que lhe dá abundância infindável e constantemente renovada ritmando as colheitas variadas de cortiça, azeitona, trigo, uvas e demais frutos da terra, mas também é rico em produção de carnes suculentas de animais domésticos, como bovinos, caprinos e suínos, em especial de porco preto, e ainda de espécies como o javali, o coelho, a lebre e a perdiz. São precisamente todos estes produtos generosamente oferecidos pela natureza que enobrecem uma gastronomia Patrimônio da Humanidade em que o pão é prato e ementa, onde as ervas aromáticas são rainhas, dando sabor às sopas, migas, ensopados e açordas e onde as carnes, os peixes e os queijos, presuntos e embutidos de mil sabores, são copiosamente servidos com um vinho de um néctar dos deuses.

Essa sub-região alentejana também guarda um rico patrimônio histórico, cultural e religioso em seus montes, aldeias, vilas e cidades, mas também os seus museus e igrejas refletem a diversidade das influências culturais trazidas pelos povos que nela fizeram morada.

Por toda ela se encontra territórios diferenciados como, por exemplo, Alvito, Vidigueira, Cuba e Ferreira do Alentejo, localidades onde a produção de pão e vitivinícola marcam a paisagem e os modos de vida de sua gente; a margem esquerda do rio Guadiana que abrange Moura, Barrancos, Serpa e Mértola; os caminhos do “Campo Branco” que podem ser percorridos por Aljustrel, Almodôvar, Castro Verde e Ourique e, a cidade de Beja, capital do Baixo Alentejo.

O litoral Alentejano, inserido no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, possui belas paisagens naturais muito bem preservadas, constituídas essencialmente, por belíssimas praias desertas que se estendem ao longo de uma costa recortada por rochas, falésias e dunas douradas a perder de vista. Neste litoral chamam a atenção cidades como Sines, Santiago do Cacém, Vila Nova de Santo André, Odemira, Vila Nova de Milfontes, Porto Covo, Cercal, Brejão e Zambujeira do Mar – uma das mais bonitas aldeias da costa sudoeste portuguesa.

A melhor forma de visitar o Alentejo é de carro, mas também há tours de bike que oferecem todo o conforto e infraestrutura.

A região tem boa oferta de hospedagem de qualidade, sendo fácil encontrar hotéis de charme ou de luxo, as tradicionais Pousadas de Portugal, alojamentos em Espaço Rural ou camping.

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