Com cerca de 90 obras, a mostra retrata a influência de Picasso na arte moderna espanhola.

A exposição “Picasso e a Modernidade Espanhola”, que reúne obras do pintor e de outros artistas espanhóis, chega ao Rio de Janeiro nesta semana. A mostra fica em cartaz no CCBB-Rio, entre 24 de junho e 7 de setembro de 2015, com entrada franca.

Com cerca de 90 obras a exposição evidencia a influência de Pablo Picasso (1881-1973) na arte moderna espanhola e os traços mais importantes e originais da sensibilidade artística que o pintor e seus contemporâneos espanhóis imprimiram ao cenário internacional das artes.

Entre as obras de Picasso presentes na mostra destacam-se Cabeza de Mujer (1910), Busto y Paleta (1932), Retrato de Dora Maar (1939), El Pintor e la Modelo (1963) e Mujer Sentada Apoyada Sobre los Codos (1939).

 

 

Entre as pinturas, esculturas, desenhos e gravuras da mostra também destacam-se as obras Siurana, el Camino, de Miró; El Violín, de Juan Gris e Composición Cósmica, de Óscar Domínguez.

 

 

A exposição, com obras de 37 autores, aborda a contribuição de Pablo Picasso ao cenário espanhol e internacional da arte e a influência do fundador do cubismo e de seus contemporâneos. A maioria das obras é do pintor malaguenho, pertencentes ao Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofía, de Madri.

A mostra está dividida em oito módulos, a mostra destaca como Picasso concebeu o conceito de modernidade e influenciou os demais artistas da época, dialogando e se relacionando com eles.

Os módulos da exposição são: “O Trabalho do Artista”; “Variações”; “Ideia e Forma”; “Signo, Superfície; Espaço”; “Realidade e Super-Realidade”; “Natureza e Cultura”; “O Monstro e a Tragédia”, com foco no imaginário de Picasso e como ele criou “Guernica”, em 1937 (um painel de 3,5 metros de altura por 8 metros de comprimento em que Picasso retratou as atrocidades cometidas durante a guerra civil espanhola ocorrida entre 1936 e 1939), inclui estudos do artista para a concepção da obra; e “Em Direção a Outra Modernidade”, que aborda a arte espanhola no fim dos anos 1950.

As peças pertencem ao acervo do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri. Essa exposição foi realizada inicialmente na Fondazione Palazzo Strozzi, em Florença, na Itália.

A curadoria da exposição é de Eugênio Carmona, professor de História da Arte da Universidade de Málaga. A exposição pretende oferecer aos visitantes diferentes abordagens sobre os fundamentos estéticos e as contribuições do mestre cubista e de seus contemporâneos – como Salvador Dalí, Joan Miró, Juan Gris, Julio González e Óscar Domínguez – para o cenário internacional da arte.

Conhecendo um pouco do artista:

Ícone do movimento cubista, o pintor espanhol Pablo Picasso é conhecido também pelo trabalho com cores em suas obras. Mais especificamente pela escolha de tons de azul, rosa e vermelho, o que levou historiadores de arte a classificarem sua produção do início do século 20 em duas fases – fase azul e fase rosa.

A fase azul, de 1901 a 1904, reúne telas sóbrias, com matizes de azul, verde e também preto, e representa um período melancólico da vida do artista, que pintava influenciado, entre outros acontecimentos, pelo suicídio de um grande amigo, Carlos Casagemas. Já a fase rosa, de 1904 a 1906, é mais solar, com tons rosados e avermelhados que refletiam a paixão de Picasso pela artista francesa Fernande Olivier, um de seus muitos amores.

As pinturas de Picasso e suas influências: “Mulher Sentada Apoiada sobre os Cotovelos (1939)”, “Retrato de Dora Maar (1939)” e “Cabeça de Cavalo (1937)”, de Picasso, e, no canto à direita, obra do espanhol Juan Gris, “Arlequim com Violino (1919)”, um dos nomes que olharam para o trabalho do mestre espanhol para criar.

A partir daí, Picasso enveredou pelo cubismo, que ajudou a fundar, sem deixar de lado seus experimentos com as cores. Tornou-se um mestre da pintura, e como tal grande referência para artistas espanhóis contemporâneos, como Juan Gris, Miró, Salvador Dalí, Julio González e Óscar Domínguez.

Mostra “Picasso e a Modernidade Espanhola”

CCBB – Rio – Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro 

Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Rio de Janeiro – RJ

Tel.: 21 3808-2020

Entrada franca

Horário: De quarta a segunda, das 9h às 21h

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