Que o Rio de Janeiro é uma das cidades mais lindas e versáteis do mundo é provável que você já saiba, mas que a “Cidade Maravilhosa” oferece, a uma curta distância, passeios extraordinários, é possível que você ainda não saiba.

 Itaipava é um desses lugares, afastado o suficiente para oferecer um clima de montanha totalmente diferente do Rio de Janeiro e perto o bastante para muitos optarem por morar lá e trabalhar no Rio. O que eu quero dizer é que você pode pegar um ônibus ou o carro e em cerca de uma hora ir da praia a montanha. Isso é fantástico e pouquíssimas cidades no mundo oferecem essa possibilidade!

A distância é um dos trunfos do mais badalado e charmoso destino serrano do estado do Rio de Janeiro, pois Itaipava, distrito de Petrópolis, fica a menos de 70 quilômetros do Rio e agrada a turistas de vários perfis. Para quem quer conforto e gastronomia, há excelentes pousadas e restaurantes. Quem busca agito noturno encontra bares e boates com intensa programação.

Enquanto Petrópolis se notabiliza pelo seu Centro Histórico, com construções do Brasil Império, Itaipava, seu principal distrito, destaca-se por três características inconfundíveis, o clima inigualável, combinando o ar seco e puro de montanha com os recursos de uma grande cidade; a proximidade do Rio de Janeiro – apenas uma hora de carro, por uma boa autoestrada; e um centro gastronômico, considerado um dos mais importantes do estado e do país, conhecido como Vale Gourmet.

“A oferta de tantos produtos de qualidade contribuiu para atrair chefes de cozinha de inquestionável competência”

Petrópolis, única Cidade Imperial da América do Sul, juntamente com Itaipava têm muita história pra contar. Em 1861, o imperador D.Pedro II inaugurou, sob o nome de União e Indústria, aquela que viria a ser a primeira rodovia pavimentada da América Latina, interligando as comarcas do Rio de Janeiro à de Juiz de Fora. Este fato foi marcante para consolidar o desenvolvimento de toda a região às margens da estrada e até hoje a União Indústria corta o centro de Itaipava, onde se concentra a maior parte dos shoppings e restaurantes.

Itaipava e Petrópolis também protagonizaram o primeiro guia de viagens do Brasil, que foi escrito pelo alemão Revert Henrique Klumb, fotógrafo do imperador, O guia intitulado “Doze Horas em Diligência – Guia do Viajante de Petrópolis a Juiz de Fora”, descrevia com textos e imagens a viagem entre o Rio de Janeiro e Juiz de Fora, passando por Petrópolis e Itaipava.

Ainda no século XIX foi inaugurada a via férrea que interligava o Rio de Janeiro à Petrópolis e dali a Três Rios e, em torno de 1890, passou a funcionar a estação “Itaipava” como um ponto obrigatório de parada para o trem.

Em 1926, a região deu os primeiros passos rumo à descoberta de uma vocação econômica que perduraria por muitas décadas. Neste ano, o empreendedor Alberto Augusto da Costa e o ceramista francês Henry Gonot abriram aqui a Cerâmica Itaipava. O sucesso do empreendimento atraiu outros ceramistas – em 1952 foi fundada a Cerâmica Luiz Salvador, que até hoje mantém suas portas abertas – e a arte de criar objetos em cerâmica passou a ser, durante muitos anos, uma importante atividade local.

O ano de 1952 registra a abertura do primeiro restaurante de alta gastronomia, o Le Moulin Belle Mounière. Muitos cariocas passaram a subir a serra especificamente para fazer uma refeição naquele que foi o primeiro restaurante de comida francesa da região serrana. Ele reinou sozinho como destino gastronômico por vinte anos.

Em 1972, a Churrascaria Tarrafa´s abria as portas, somando-se às pioneiras do estado a servir pelo sistema rodízio. Em 1978, o casal Guilhermina e Valentim abria o Parrô do Valentim, especializado em comida portuguesa. Com estes pioneiros, começava a se desenhar o que viria a ser conhecido mais tarde como Vale Gourmet.

Em 1980, com a abertura da BR-040, rodovia federal que veio substituir a Estrada União e Indústria na interligação Rio-Juiz de Fora-Belo Horizonte, Itaipava perdeu o tráfego pesado de caminhões, carretas e ônibus.

Hoje

Itaipava deixou de ser um ponto de parada e consolidou-se como destino turístico para os apreciadores da boa mesa. Rapidamente, expandiram-se pelos arredores os produtores rurais, fornecendo trutas, cogumelos, mel de abelha, ervas aromáticas, hortaliças orgânicas e escargots. Em seguida, multiplicaram-se os produtores artesanais de queijos, de chocolates, geleias e doces.

A oferta de tantos produtos de qualidade contribuiu para atrair chefes de cozinha de inquestionável competência, surgindo assim, novos restaurantes. Itaipava logo se firmou como o terceiro polo gastronômico do Brasil – atributo este ratificado pelas estrelas recebidas das principais revistas e guias de gastronomia. Ao mesmo tempo, Itaipava passou a ocupar lugar de destaque entre os destinos da serra fluminense.

Hoje, Itaipava é uma referência de qualidade em meio à imponência das montanhas, o verde exuberante e o clima ameno, em torno de 15 graus, com quedas geladas de até 8 graus. Todavia, as opções de comércio de alto nível estão cada vez mais diversificadas. Antiquários, artesãos e artistas plásticos se estabeleceram na região. As fábricas de roupas de Petrópolis criaram a Feirinha de Itaipava. Grandes marcas espalham-se pelos shoppings. Fondues passaram a ser servidos com bons vinhos ao calor das lareiras. As trutas tornaram-se um prato obrigatório nos cardápios. Entretanto, o silêncio, cheio de sons vindos da natureza, continuou se harmonizando com o céu infinitamente estrelado.

Itaipava não se resume mais a um “retão” cercado de um comércio básico, como nos tempos da velha União e Indústria. O “retão” continua lá, mas quem se limitar a este “endereço” não poderá dizer que visitou ou que conhece Itaipava.

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