Será inaugurado no próximo sábado, dia 19, mais um importante museu da cidade do Rio de Janeiro.

No Pier Mauá, na região portuária revitalizada, o Museu do Amanhã será um  museu de ciências que tem como objetivo explorar as possibilidades do futuro. Por meio de ambientes audiovisuais, instalações interativas e jogos, o público será levado a examinar o passado, entender as várias tendências da atualidade e imaginar futuros possíveis para os próximos 50 anos. Assim, o Museu conduzirá a uma reflexão sobre os sintomas da nova era geológica do Antropoceno, na qual o homem se tornou uma força capaz de alterar o clima, degradar biomas, interferir em ecossistemas.

O projeto é uma das âncoras do Projeto Porto Maravilha e conta com cerca de 30 mil metros quadrados de área, com jardins, espelhos d’água, ciclovia e espaço de lazer. O prédio com 15 mil metros quadrados de área e arquitetura sustentável terá grandes estruturas dinâmicas, que se movimentam e, dependendo da hora do dia, alteram sua aparência exterior. O projeto também prevê a criação de um espelho d’água ao redor do prédio.

Internamente, o Museu do Amanhã terá dois níveis conectados por rampas. No térreo haverá uma loja, um auditório, salas de exposições temporárias, salas de pesquisa e ações educativas e um restaurante, além das áreas administrativas do museu. No pavimento superior ficarão as salas das exposições permanentes, um belvedere para contemplação da vista e um café.

O Museu do Amanhã será o Museu das possibilidades. O percurso narrativo irá explorar a diversidade, com ênfase no comportamento humano e na ética, usando como base dois grandes eixos narrativos: sustentabilidade e convivência. No campo da sustentabilidade, suas experiências vão levar o visitante a se perguntar “como poderemos viver?”, e no campo da convivência, a questão será “como queremos viver?”. As ponderações acerca dessas perguntas vão, certamente, tornar a experiência da visitação ainda mais rica e motivadora, contribuindo para a construção de um mundo mais colaborativo no plano individual e coletivo.

Dentro da nave central do Museu, o conteúdo estará dividido em quatro grandes áreas: Cosmos, Contexto, Antropoceno e Amanhã. O cosmos é o início de tudo e também a porta de entrada para a jornada proposta pelo Museu do Amanhã. Nesse espaço, o público vai vivenciar uma experiência sensorial, que parte do vazio, passa pelo aparecimento da matéria, do espaço e do tempo e chega ao surgimento do homem e do pensamento.

Recursos expositivos diversos levarão o visitante a explorar os fatores e os fenômenos naturais do planeta e a compreender como eles influenciam as mudanças climáticas e os ciclos da vida. Logo na entrada da área do Contexto, a Terra será apresentada da perspectiva de um astronauta, reforçando a sensação de que, pela primeira, tomamos consciência de nossa casa como um todo. A organização dos ecossistemas, a estruturação do DNA, a formação da biodiversidade e o processo evolutivo do cérebro também serão temas de instalações e ambientes multimídia.

Na área do Antropoceno, o percurso será dedicado a pensar o hoje, suas características e seus sintomas: a expansão planetária, o crescimento das cidades, o aumento do consumo, a explosão do conhecimento, a transformação dos ambientes naturais. Grandes telas vão exibir notícias sobre temas concernentes às ações do homem sobre o planeta. As instalações e experiências dessa área levam o visitante a tomar consciência do papel que desempenha na atualidade.

Na quarta área do percurso central do Museu, o Amanhã surge como um entrelaçamento de cinco tendências: mudanças no clima; aumento da população e longevidade; integração e diversificação crescente de pessoas, povos e regiões; crescimento do número, variedade e capacidade dos artefatos; diminuição da biodiversidade. O ambiente conduzirá a uma reflexão sobre a forma como vivemos. Nossas ações são sustentáveis?

Em projeções, instalações e jogos interativos, será possível medir o impacto das escolhas do homem sobre o clima, os ecossistemas e as sociedades. No espaço intitulado “Amanhãs que Queremos”, o visitante será levado a imaginar um futuro no qual as relações de convívio sejam mais próximas e amigáveis.

Nas galerias laterais do Museu, estarão expostas uma Linha do Tempo e uma Linha da Forma e Estrutura. A primeira conta a história do planeta, do surgimento do universo até o aparecimento da linguagem e das diferentes línguas. Na galeria oposta, uma Linha da Forma e Estrutura traz detalhes sobre a organização da matéria, da vida e do pensamento.

A seção chamada Convivência e Sustentabilidade fecha o percurso do Museu do Amanhã. Recursos expositivos farão com que o público visualize as diversas experiências vivenciadas e saia do Museu consciente de que faz parte do processo de construção do futuro.

Além dos espaços que serão ocupados pela mostra permanente, o Museu terá a Sala de Exposições Temporárias; o Centro de Referência Profissional do Amanhã, para aconselhamento, recrutamento e capacitação de estudantes e profissionais que desejem se dedicar à ciência, à tecnologia e à inovação; e o Observatório do Amanhã, onde serão exibidos os resultados das últimas pesquisas sobre fenômenos naturais e sociais do planeta.

A obra é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, com realização da Fundação Roberto Marinho, em parceria do Governo do Estado e da FINEP e apoio da Rede Globo e da Secretaria Especial de Portos.

A curadoria do Museu do Amanhã é do físico e doutor em cosmologia Luiz Alberto Oliveira que, na fase de concepção curatorial, trabalhou em parceria com o jornalista e professor de cultura brasileira Leonel Kaz. O designer americano Ralph Appelbaum assina a concepção museográfica e Andres Clerici, a direção artística.

O projeto arquitetônico do Museu do Amanhã foi concebido pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, que se inspirou nas formas da natureza para criar o prédio.

A arquitetura do prédio dialoga com a temática da sustentabilidade. O projeto segue a abordagem de uma construção favorável ao meio ambiente, utilizando os recursos naturais do local, como água da baía para diminuir a temperatura do interior, além de aproveitar a ventilação natural e a ventilação cruzada, sempre que possível.

Foto: Luis Marcelo Mendes

Foto: Luis Marcelo Mendes

Com design futurista, seu teto será formado por grandes abas, que se abrem e fecham de acordo com a intensidade do sol e servem não apenas para oferecer sombra, mas também formam as bases para a colocação de placas fotovoltaicas, responsáveis pela captação de energia solar abrigam placas fotovoltaicas. Os coletores dessas placas serão abrigados nessas estruturas, que vão captar a energia solar e convertê-la em energia elétrica para o prédio.

O espelho d’água que vai cercar o prédio, além de mimetizar o museu com as águas da Baía de Guanabara, tem uma função educativa: mostrar como funciona um sistema de filtragem da água. A água do mar será bombeada e filtrada lá, criando um microclima, mais fresco, em volta do Museu.

O Museu do Amanhã, que foi orçado em mais de $ 200 milhões será custeado pela venda dos CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) – sem recursos do tesouro municipal. O Museu conta ainda com investimento de R$ 65 milhões do Banco Santander, seu patrocinador.

Informações úteis

Ingressos (no Viradão de Inauguração a entrada é gratuita!):
R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada).
Meia-entrada:
– Pessoas com até 21 anos
– Estudantes de escolas ou universidades particulares
– Pessoas com deficiência
– Servidores públicos do município do Rio de Janeiro
Gratuidade:
– Alunos e professores da rede pública de ensino
– Pessoas com até 5 anos ou a partir de 60 anos
– Funcionários de museus ou associados do IBRAM
– Guias de turismo
– Vizinhos do Museu do Amanhã.
Em todos os casos, é necessário apresentar documentação comprovativa.

Horário de Funcionamento:
Terça a domingo, 10h – 18h
(última entrada às 17h)

Endereço:
Praça Mauá, 1 – Centro
Rio de Janeiro – RJ, Brasil

Site: http://museudoamanha.org.br/

Serviços:

Café e Loja do Museu – terça a domingo, 10h – 18h

Contatos:

Visitas Educativas: visitas@museudoamanha.org.br
Atividades do Laboratório: laboratorio@museudoamanha.org.br
Atividades do Observatório: observatorio@museudoamanha.org.br
Para falar com o museu: faleconosco@museudoamanha.org.br

 

Fonte: http://museudoamanha.org.br/faq/

 

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