O Parque Nacional da Serra da Bocaina (PNSB), unidade de conservação federal sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), está localizado entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, na serra da Bocaina.

Com aproximadamente 134 mil hectares e uma expressiva biodiversidade, o parque, que foi criado em 1972, é uma das maiores áreas protegidas da Mata Atlântica.

Pertence aos municípios de Areias, Cunha, São José do Barreiro e Ubatuba, todos em São Paulo, e Paraty e Angra dos Reis, ambos no Rio de Janeiro.

Com dimensão expressiva e grande variação de altitude, o PNSB é um verdadeiro reduto de ecoturismo, possuindo paisagens variadas como enseada com praias, piscinas naturais e uma ilha oceânica (Ilha do Tesouro) na região de Trindade; despenhadeiros; grotões e vales profundos com bordas recortadas, atingindo os campos de altitude em cotas superiores a 1800 metros; rios com belíssimas cachoeiras de águas frias e cristalinas, além de mirantes, da rica fauna e flora da Mata Atlântica.

A principal bacia hidrográfica é a do Rio Mambucaba, mas também nasce no parque um dos formadores do Rio Paraíba do Sul, o Rio Paraitinga.

Muitos atrativos de interesse histórico e cultural como a Trilha do Ouro que atravessa os caminhos abertos pelos índios para uso dos tropeiros no transporte das riquezas do Vale do Café, bem como a cultura caipira e caiçara conservada na porção serrana e litorânea, respectivamente.

A arquitetura colonial conservada das cidades históricas detentoras do parque é outro atrativo que comprova a riqueza desses municípios na época áurea do ciclo do ouro e do café.

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História

A unidade foi criada pelas autoridades militares com o intuito de proteger a população da região nas escarpas da Serra do Mar forradas por vegetação nativa, caso houvesse um acidente nas usinas Angra I e Angra II. Hoje, os mais de 100 mil hectares do parque protegem a mais rica amostra de Mata Atlântica do país.

A história da unidade está diretamente ligada à história da colonização do Brasil, onde a região foi, inicialmente, explorada pela caça, depois, pelo ouro e diamantes (durante as Entradas e Bandeiras), servindo de rota para o escoamento e envio destas riquezas a Portugal. As trilhas usadas para transportar as riquezas, mais tarde foram usadas para a entrada de cana-de-açúcar e café no Vale do Paraíba. Algumas delas foram alargadas e receberam calçamento, feito pelos escravos, para permitir o escoamento da produção já em carretões de tração animal.

Hoje estas trilhas constituem um grande atrativo do parque, cujo nome (Bocaina) teve origem nos numerosos caminhos entrecortados que se estendem pelas depressões da serra, por entre as elevações do terreno.

Relevo, fauna e flora

Entre os maciços da Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira, o PNSB abriga a maior extensão contínua de Mata Atlântica do país, possuindo diversas espécies de animais e vegetais, além de cachoeiras em meio à mata fechada. As paisagens variam de altas montanhas até praia e possui uma grande variação de temperatura.

O relevo acidentado favorece a formação de cachoeiras nos cursos que formam a bacia do Rio Mambucaba.

A vegetação da Mata Atlântica está representada por árvores de grande porte como o murici, loureiros, diversas palmeiras, embaúbas, canelas e baguaçus. Acima de 1.500 metros encontramos o cedro, o pinheiro-bravo, araucárias, entre outros. Além disso, uma variedade de bromélias e orquídeas se espalha pelo parque.

Um grande núcleo de animais da Mata Atlântica, o parque abriga anta, macaco-prego, preguiça, bugio, mono-carvoeiro, onças raras e o sagui que estão entre os principais mamíferos. Também é lar de algumas espécies de aves ameaçadas de extinção como a harpia, o gavião pega-macaco e o gavião de penacho.

Clima

O clima da região é tropical úmido com temperatura média anual de 23°C. O período de menos chuvas vai de maio a agosto, quando também as temperaturas são bastante baixas.

Atrativos 

Os principais atrativos do Parque Nacional da Serra da Bocaina estão distribuídos nos dois roteiros turísticos:

Serra 

Na região serrana, que inclui os municípios de São José do Barreiro, Areias e Cunha, além de Silveiras, Arapeí e Bananal, há inúmeras opções de circuitos ecoturísticos.

O destaque fica para as trilhas, realizadas geralmente a pé em percursos que variam de meia hora a vários dias, passando por rios, cachoeiras, vales, picos, mirantes e locais de interesse histórico e cultural.

Nessa região, o único acesso permitido para o interior do parque é pela portaria em São José do Barreiro (SP).

Os circuitos mais visitados são:

Cachoeira de Santo Isidro – É a cachoeira mais próxima da portaria do parque em São José do Barreiro e fica a 1,5 km de distância, percorrida em 45 minutos de caminhada. Como uma queda de aproximadamente 50 metros de altura, forma um poço com fundo arenoso excelente para banho. A chegada é feita pelo topo da cachoeira, o que exige atenção na descida até o poço.

Caminho de Mambucaba (também conhecido com Trilha do Ouro) – Este era um caminho utilizado por escravos para transportar o ouro de Minas Gerias para o litoral do Rio de Janeiro, para daí seguir viagem para Portugal.

O caminho tem início na portaria do parque em São José do Barreiro e término no sertão de Mambucaba, município de Angra dos Reis (RJ). Dentro da unidade de conservação são percorridos cerca de 50 km, costumeiramente divididos em três dias de caminhada.

No primeiro dia o visitante pode apreciar a cachoeira Santo Isidro e a cachoeira das Posses.

Cachoeira das Posses

Cachoeira das Posses

A cachoeira das Posses fica a 8 km da portaria do parque em São José do Barreiro e tem uma queda de aproximadamente 40 metros de altura. As ruínas na trilha que leva à cachoeira são um registro histórico da antiga fazenda responsável pela plantação e extração de pinus, cedrinho português e eucalipto. Este talhão ainda pode ser observado pelo visitante, mas é objeto de estudo no Progrma de Erradicação de Espécies Exóticas do PNSB.

No segundo dia, o visitante chega à cachoeira do Veado, que é a mais famosa do parque. Por estar muito próxima do Caminho de Mambucaba, é parada obrigatória dos viajantes que cruzam o parque pelo caminho histórico. Ela possui três quedas d’água, sendo que a segundo é a maior. O acesso à queda mais baixa, a terceira, não apresenta dificuldade, mas o trajeto fica mais complicado em direção a segunda e a primeira quedas.

No terceiro dia, o visitante começa uma longa descida em direção ao litoral, na vertente atlântica do parque. O calçamento de pedras, dos tempos da Coroa, remete a uma viagem no tempo e exige muita atenção durante a descida. Dali é possível avistar a cachoeira do Esguicho, localizada em área de difícil acesso e sem poço de banho.

Chegando ao final da trilha, ainda restam cerca de 20 km (a maior parte em estrada de terra) até a BR 101, na altura do Parque Mambucaba, também conhecido como Perequê. Para esse último trecho vale combinar com uma agência de turismo para transportar.

Pico do Tira Chapéu – Com 2.088 metros de altitude está entre os dez pontos mais altos do estado de São Paulo, tendo vista para o Vale do Paraíba, Vale do Mambucaba e Paraitinga, o que compensa as três horas de caminhada morro acima. O acesso pode ser feito por dois caminhos diferentes. Um que tem início pela fazenda Pinheirinho, vizinha ao parque, onde os moradores indicam a trilha. O outro se dá pela fazenda Cincerro, no sentido da Cabana do pai Tomás. Da Cabana até o cume são cerca de 5 km de subida. Por ser considerada uma trilha de alto grau de dificuldade, recomenda-se o acompanhamento de um guia.

Mirante do Chapéu – Próximo da portaria do parque em São José do Barreiro, o mirante tem, aproximadamente, 1.850 metros de altitude. A subida de 2 horas de caminhada leva ao ponto mais alto que dá vista para todo o vale do rio Mambucaba, onde se vê a Pedra da Macela e Pedra do Frade. Fica exatamente na divisa do parque com a Fazenda Floresta, em São José do Barreiro.

Litoral 

A região litorânea do PNSB inclui trechos dos municípios de Ubatuba, no Estado de São Paulo, sobrepostos parcialmente com o núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar e de Paraty e Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro.

É uma região de belas praias, costões rochosos, piscinas naturais e pequenos rios com corredeiras e quedas d’água, tendo como pano de fundo a Serra do Mar coberta pela Mata Atlântica.

Os circuitos mais visitados são:

Região de Trindade – Trindade é o único trecho do PNSB com atrativos marinhos e ali estão duas das mais belas praias de Paraty e uma piscina natural cercada de vegetação nativa e de história caiçara.

A praia do Meio é composta por duas pequenas enseadas, onde desemboca um pequeno rio. É o atrativo de acesso mais fácil do parque em Trindade e por isso costuma ser bem movimentada nos feriados. Suas águas são esverdeadas e transparentes.

A praia da Caixa d’Aço é a praia de maior extensão do parque. Seu acesso se dá por uma trilha de 400 metros de extensão, saindo da praia do Meio. Por seu tamanho e acesso, é menos frequentada que a praia do Meio. Possui águas cristalinas azul-esverdeadas e em algumas épocas do ano fica boa para a prática de surf.

A piscina natural, cercada de pedras e com águas rasas e transparentes, é uma das mais belas da região. Por ser pequena e ter uma variada fauna marinha associada, é extremamente sensível a impactos ambientais. Seu acesso se dá por trilha vinda da praia da Caixa d’Aço ou por meio de barcos que saem da praia do Meio.

Das praias pode-se avistar uma grande pedra chamada Cabeça do Índio, localizada na Ponta da Trindade, que é divisa entre os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Atualmente não há trilha para se chegar ao local.

Nessa região também é possível percorrer trilhas que perpassam áreas com Mata Atlântica e ainda se refrescar em pequenas cachoeiras. Um exemplo é a trilha Cachoeira Pontal. Em seu percurso há diversas quedas d’água como a Pedra que Engole os Dois Irmãos, o Escorrega e o Poço Fundo. A Pedra que Engole, uma formação rochosa por onde passa o curso de um riacho, é o principal atrativo da trilha. Por essa formação é possível escorregar e “ser engolido” pela pedra.

Essa proximidade entre o mar, a Mata Atlântica, a serra e pequenos rios compõe uma paisagem de grandes atrativos para o visitante, abrigando um tesouro inestimável em biodiversidade.

Mambucaba – O rio Mambucaba nasce no alto da Serra da Bocaina, em São José do Barreiro, e desce em direção ao litoral, desaguando na divisa entre Paraty e Angra dos Reis. Acompanhando a maior parte de seu curso segue uma das trilhas do ouro mais famosas da região, outrora usada por comerciantes e contrabandistas, e hoje por amantes do ecoturismo.

Em seu trecho final, no chamado Sertão de Mambucaba, o rio apresenta-se raso, de águas transparentes e com fundo pedregoso, além de ter algumas corredeiras e pequenas quedas d’água. Oferece ótimas condições de banho e prática de rafting.

O acesso ao Sertão de Mambucaba se dá pela BR 101, na altura do Parque Mambucaba (também conhecido como Perequê), em Angra dos Reis.

Pedra do Frade – A Pedra do Frade pode ser vista de diferentes pontos altos do parque, como o Pico do Tira Chapéu, Pedra da Macela e Mirante do Sobrado, além de ser vista também de todo o litoral de Angra dos Reis, inclusive da BR 101.

Com, aproximadamente, 1.500 metros de altitude, proporciona de seu topo uma visão de 360°, avistando-se a baía da Ilha Grande, a planície litorânea de Angra dos Reis e Parati, a Serra da Bocaina e a Serra do Mar. A trilha que leva ao seu topo é de difícil acesso e, em seu final, possui trechos de escalada, exigindo do visitante preparo físico e atenção. Recomenda-se o acompanhamento de guia.

O que fazer 

Trekking, refting, mountain bike, banhos de rios, cachoeiras e mar, birdwatching, turismo histórico e cultural, além de descanso e contemplação.

Assista o vídeo abaixo e faça um passeio pelo PNSB.

Como chegar 

O Parque Nacional da Serra da Bocaina (PNSB) possui sede e atrativos tanto na região serrana como no litoral.

– Os principais atrativos na região serrana têm acesso por São José do Barreiro, no Vale do Paraíba. É aí também que se situa a sede principal. São José do Barreiro situa-se a 200 km do Rio de Janeiro, 278 km de São Paulo e 520 km de Belo Horizonte.

O percurso entre a cidade de São José do Barreiro e a portaria do PNSB é feito pela Rodovia Estadual Francisca Mendes Ribeiro (SP 221), conhecida localmente como estrada da Bocaina ou estrada do Parque. Leva-se cerca de 1 hora para percorrer os 27 km de aclive com trechos de terra e outros de asfalto. A estrada passou por melhorias, de modo que atualmente é possível fazer todo o trajeto em veículo de passeio.

É possível seguir em veículos off-road por dentro do parque, desde a portaria até a Fazenda Barreirinha, ponto final da estrada, mas é preciso pedir autorização para entrar com veículo próprio no PNSB.

Não há linha de ônibus para a portaria do PNSB e no caso de não dispor de veículo, é possível contratar, na cidade de São José do Barreiro, transporte até a entrada do Parque. Outra opção é negociar transporte junto aos guias e agências de turismo da cidade, bem como nas pousadas situadas nas proximidades ou no interior do Parque.

Chegando a São José do Barreiro de veículo próprio 

Do Rio de Janeiro

Saindo do Rio, siga pela Rodovia Presidente Dutra até a saída 273 em Barra Mansa onde pega-se a Rodovia RJ-157 em direção a Bananal. A partir da divisa dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, ela passa a ser SP-068, também conhecida com Estrada dos Tropeiros. De Bananal até São José do Barreiro são 47 km pela Estrada dos Tropeiros que, agora reformada, oferece um acesso fácil e seguro aos visitantes.

De São Paulo

Saindo de São Paulo, siga pela Rodovia Presidente Dutra e entre na cidade de Queluz. Daí siga até Areias e, finalmente até São José do Barreiro, em um percurso de 35 km de estrada asfaltada.

É possível vir por Silveiras, mas o caminho é mais longo.

De Belo Horizonte

Saindo de Belo Horizonte, siga pelas BR-381, depois pela BR-267 até Caxambu e daí pela BR-354 até a BR-116 (Rodovia Presidente Dutra). Pegue o sentido São Paulo até Queluz e a partir daí siga pela SP- 068 em direção a São José do Barreiro, passando por Areias. De Areias até São José do Barreiro são 22 km pela Estrada dos Tropeiros (SP-068).

Chegando a São José do Barreiro de ônibus

Há linhas regulares entre São Paulo e Guaratinguetá (viações Cometa e Pássaro Marron, partidas de hora em hora), onde o visitante pode pegar o ônibus até São José do Barreiro, também em linha regulares (Pássaro Marron, linha Guaratinguetá – Bananal, três partidas diárias). Uma vez por semana a Pássaro Marron faz também a linha direta entre São Paulo (Terminal Tietê) e Bananal.

Para quem sai do Rio de Janeiro, as empresas Cidade do Aço e viação Sampaio têm linhas regulares para Resende (terminal Graal). Ali, o visitante deve tomar um táxi ou coletivo para a rodoviária central e pegar o ônibus da viação Penedo para São José do Barreiro (duas partidas diárias). Outra opção é descer em Barra Mansa, pegar um ônibus até Bananal (Colitur, várias partidas diárias), onde há linhas regulares para São José do Barreiro (Pássaro Marron, linha Bananal – Guaratinguetá, três partidas diárias).

A partir de Belo Horizonte, pode-se optar por seguir para Aparecida/SP (viação Atual, percurso mais curto; e viação Útil, percurso mais longo) ou Resende/RJ (viação Útil). Chegando em Aparecida, deve-se pegar um táxi para a rodoviária de Guaratinguetá (cerca de 7 km) e tomar o ônibus até São José do Barreiro (Pássaro Marron, linha Guaratinguetá – Bananal, três partidas diárias). Para quem chega a Resende (terminal Graal), é necessário pegar um táxi ou coletivo para a rodoviária central e pegar o ônibus da viação Penedo para São José do Barreiro (duas partidas diárias).

– Os atrativos do litoral situam-se nas proximidades de Paraty, onde está localizada a sub-sede do Parque. Paraty situa-se a cerca de 240 km do Rio de Janeiro, 300 km de São Paulo e 610 km de Belo Horizonte.

O acesso se dá pela BR 101 (Rio-Santos), partindo de Paraty em direção a Ubatuba, até o trevo de Patrimônio, numa distância de 16 km. Do trevo até a vila de Trindade são aproximadamente 6 km de via asfaltada.

Há linha regular de ônibus entre Paraty e a vila de Trindade. Para maiores informações acesse Paratytrindade.

Chegando a Paraty de veículo próprio 

Do Rio de Janeiro 

A partir do Rio de Janeiro o percurso é todo feito pela BR 101 (Rio-Santos), passando por Mangaratiba e Angra dos Reis.

De São Paulo

Partindo de São Paulo, o melhor percurso é feito pela Rodovia Ayrton Senna até a altura de São José dos Campos ou Taubaté. Para quem desce para o litoral a partir de São José dos Campos, seguir pela rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba. Para quem desce por Taubaté, seguir pela rodovia Oswaldo Cruz até Ubatuba. Em ambos os casos, a partir dali segue-se acompanhando a costa litorânea pela BR 101 (rodovia Rio-Santos).

Atenção: não é recomendada a descida para o litoral a partir de Guaratinguetá, passando por Cunha. O trecho entre Cunha e Paraty possui 10 km não pavimentados em estado muito precário e é sujeito a interdições.

De Belo Horizonte

Partindo de Belo Horizonte, segue-se pela BR 040 até Três Rios (divisa de MG com RJ), daí pela BR 393 até Volta Redonda e Barra Mansa. Segue-se então pela RJ 155 até Angra dos Reis e daí pela BR 116 (Rio-Santos).

Chegando a Paraty de ônibus

A cidade de Paraty é servida por linhas regulares partindo de São Paulo (Reunidas Paulista, várias partidas diárias) e Rio de Janeiro (Costa Verde, várias partidas diárias). Para quem parte de Belo Horizonte, há linha regular até Angra dos Reis (viação Útil, uma partida diária). De Angra a Paraty há partidas durante todo o dia, pela viação Colitur. Paraty está conectada a várias outras localidades da região por diversas linhas. Veja aqui.

Infraestrutura

– O parque possui uma sede administrativa e uma pousada dentro de seus limites. São José do Barreiro, a 27 km do parque, e Bananal contam com hotéis e pousadas bem equipados.

– Não é cobrada taxa de entrada para a visita aos atrativos abertos ao público na parte alta do PNSB, cujo acesso se dá exclusivamente pela portaria em São José do Barreiro.

– Não é necessário solicitar autorização para visitar os atrativos a pé, sem pernoite, no interior do Parque.

Autorização necessária nos seguintes casos:

  • Entrada a pé com pernoite. É o caso, principalmente, de quem faz a travessia do Caminho de Mambucaba (Trilha do Ouro);
  • Entrada com veículo para hospedagem em pousada localizada no interior do PNSB;
  • Entrada com veículo para visita a morador do interior do PNSB.

Para os casos em que é necessária autorização, os interessados devem encaminhar seus dados (nome completo, endereço completo, n° de identidade, CPF e telefone de contato) por e-mail para a secretaria do PNSB (pnsb.rj@icmbio.gov.br) com antecedência mínima de três dias úteis. Em se tratando de grupo, devem ser enviados os dados de todos os membros do grupo. A autorização assinada deverá ser retirada na sede administrativa do PNSB, localizada na cidade de São José do Barreiro, no início da estrada que sobe em direção ao Parque.

– O horário de funcionamento da portaria é das 6 às 18 horas, mas a entrada é permitida somente até às 16 horas (até 17 horas durante o hoários de verão). Após esse horário, o acesso fica aberto apenas para a saída dos visitantes.

– Não é cobrada taxa de entrada e nem exigida autorização para a visita aos atrativos abertos ao público na região de Trindade. Também não há controle de horário para entrada e saída de visitantes.

Quando ir

Durante tudo o ano você terá atividades no parque, mas como ele tem atrativos na serra e no mar, é melhor que você procure ir em uma melhor época para o tipo de atividade que gostaria.

Serra

O melhor período para visitar a região serrana do parque é entre os meses de maio e agosto, quando chove menos. Entretanto, essa é também a época mais fria e menos apropriada para os banhos de cachoeira. Nesse período a temperatura média é de 10ºC e as mínimas podem chegar a 2ºC negativos nas madrugadas mais frias.

Litoral

Para quem deseja tranquilidade, deve evitar a alta temporada que vai de dezembro a fevereiro e julho, além dos feriados prolongados, principalmente Reveillon e Carnaval, quando as cidades e praias ficam lotadas e os congestionamentos são frequentes.

Não deixe de visitar o site e verificar outras informações e regras para visitação do PNSB.

Dicas

  • Informe-se antes de visitar o Parque Nacional da Bocaina (condições do tempo, situação dos atrativos etc).
  • Não deixe de solicitar autorização se pretende entrar no parque de carro.
  • Cuidado com os carrapatos pelas trilhas. Use roupas apropriadas para se proteger.
  • Leve protetor e repelente.
  • Use calçados confortáveis para fazer trilhas.
  • Na dúvida, use o serviço de um guia. Na Trilha do Ouro é essencial, pois existem muitas bifurcações. Além disso, como se trata de um caminho histórico, só um bom guia poderá contar as curiosidades ao longo do passeio.
  • Combine com um veículo para pegar o grupo ao final da Trilha do Ouro, pois ainda estará bem distante da civilização.

 

Parque Nacional da Serra da Bocaina

Endereço para correspondência

Rodovia Estadual da Bocaina (SP-221) – Centro

12830-000 – São José do Barreiro – SP

Fone: (12) 3117-2183/2188

Fax: (12) 3117-2188

Site

 

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