Nossa viagem a Portugal começou em Lisboa e, a cidade que é encantadora e riquíssima cultural e historicamente, merece, pelo menos, quatro dias inteiros para que se possa visitar as principais atrações! E assim fizemos!!! Passamos quatro dias inteiros conhecendo os principais e imperdíveis atrativos lisboetas! Os outros quatro, dedicamos a alguns tours de bate e volta que também não podem ficar de fora quando se está em Lisboa: Serra da Arrábida; Santuário de Fátima, Mosteiro da Batalha, Mosteiro de Alcobaça, Nazaré e Óbidos; Tour Rota dos Templários; Mafra, Constancia, Sobreiro e Ericeira!

Lisboa tem diversas opções de hospedagem, mas optamos por aceitar o simpático convite da amiga Paula Carvalho que, gentilmente, nos hospedou em sua casa. Leia aqui sobre nossa experiência de hospedagem com amigos que se preparam para abrir um charmoso “guest house”!

1º dia em Lisboa

Nosso primeiro dia foi dedicado aos atrativos do bairro de Belém que fica um pouco afastado do centro de Lisboa, mas é um lugar que não pode deixar de ser visitado, pois ali estão alguns dos principais monumentos portugueses.

É possível chegar ao bairro de Belém facilmente com o transporte público: Pegando o electro 15 na Praça da Figueira ou na Praça do Comércio, locais acessados pelo metrô, e descendo em frente à confeitaria Pastéis de Belém, ou no Mosteiro dos Jerônimos ou ainda, em frente à Torre de Belém. Outra possibilidade é combinar o metrô com o trem de Cascais e descer na estação Belém.

A região é repleta de atrações, incluindo monumentos, museus e centros culturais e, como é impossível visitar tudo em um único dia, escolhemos oito das principais atrações para conhecer: a confeitaria Pastéis de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, a Praça do Império, o Padrão dos Descobrimentos, o Monumento 1ª Travessia do Atlântico, a Torre de Belém, as Docas e, de quebra, duas das maiores atrações lisboetas o rio Tejo e a Ponte 25 de Abril que estão presentes ao longo de todo esse percurso que fizemos em Belém.

Em um segundo dia destinado a esta região, a dica é visitar o Museu da Marinha, ao lado do Mosteiro dos Jerônimos, o Museu Coleção Berardo, na Praça do Império, o Palácio Nacional de Belém, o Museu Nacional dos Coches e o Museu da Eletricidade, instalado em um prédio que não passa despercebido! E claro, dar mais outra passadinha na antiga confeitaria Pastel de Belém!!!

Confeitaria Pastel de Belém

Qual o primeiro doce que vem a cabeça quando pensamos em doces conventuais portugueses? Sim, o famoso Pastel de Belém!!!

O original e tradicional Pastel de Belém, doce feito de massa folhada com recheio cremoso à base de leite e gemas de ovos que, dependendo da preferência, pode ser polvilhado com açúcar e/ou canela somente é fabricado na Antiga Confeitaria Belém, localizada no bairro de Belém. Este é o único pastel de nata que pode ser chamado de “Pastel de Belém”. Todos os outros pastéis que encontramos em diversas docerias de Lisboa são, na verdade, “pastéis de nata”.

Antiga Confeitaria Pastel de Belém

Ao chegarmos a Belém, começamos nosso tour tomando um café acompanhado do autêntico Pastel de Belém na antiga confeitaria, onde são fabricados desde 1837.

Depois de saborear o doce português mais tradicional, seguimos para o Mosteiro dos Jerônimos que fica praticamente ao lado!

Rua de Belém, 84 a 92, 1300 – 085

Lisboa

Tel.: +351 21 363 74 23

Site http://pasteisdebelem.pt/

Mosteiro dos Jerônimos

O Mosteiro, classificado como Patrimônio Mundial da Humanidade, desde 1983, começou a ser construído em 1502 onde existia uma pequena ermida de Santa Maria de Belém. Permaneceu como lar dos monges da Ordem de São Jerônimo até 1833 e, a partir daí, o edifício teve diversas funções, entre elas escola e orfanato. Atualmente, é uma das principais atrações turísticas de Lisboa e de Portugal!

Visitamos vários ambientes do Mosteiro, como salões, confessionários e refeitório, mas a grande atração é o claustro, o pátio interno onde é possível admirar toda a beleza do estilo manoelino – cujo nome advém do rei D. Manuel I, o mais importante dos reis portugueses, grande responsável pela expansão marítima em Portugal na Era dos Descobrimentos.

Claustro do Mosteiro dos Jerónimos

O circuito de visitação interna passa pelo segundo piso da Igreja Santa Maria Belém que faz parte do Monastério, de onde se tem uma vista panorâmica da nave.

A visita somente à Igreja do Mosteiro dos Jerónimos ou Igreja Santa Maria Belém é gratuita e aberta ao público, independente da visitação ao Monastério. Esta é uma igreja muito popular, não apenas pela impressionante arquitetura, mas por guardar os túmulos de Luís Vaz de Camões e o de Vasco da Gama.

Vista da nave do alto do segundo andar da igreja

Endereço: Praça do Império, 1400 – 206

Lisboa

Horário:

Das 10:00 às 17:30, de outubro a abril (última entrada às 17:00).

Das 10:00 às 18:30, de maio a setembro (última entrada às 18:00).

Fechado em todas as segundas-feiras, em 1º de janeiro, domingo de Páscoa, 1º de maio e 25 de dezembro.

Preço:

7€ para adultos.

Entrada livre para crianças até 12 anos.

Desconto de 50% a jovens de 15 a 18 anos, se acompanhados pelos pais.

O bilhete especial comprado na Torre de Belém, por 10€, dá o direito de entrar no Mosteiro.

Telefone: +351 21 362 00 34

E-mail: geral@mjeronimos.dgpc.pt

Site http://www.mosteirojeronimos.gov.pt/pt/index.php

Jardim da Praça do Império

Saindo do Mosteiro dos Jerônimos, atravessamos o Jardim da Praça do Império em direção ao Padrão dos Descobrimentos. Localizada entre a Avenida da Índia e a Rua de Belém, a Praça do Império fica em frente ao Mosteiro dos Jerônimos e seu jardim, em formato quadrado tem 175 metros de lado.

A praça e seu conjunto arquitetônico foram construídos pelo arquiteto Cottineli Telmo, por ocasião da Grande Exposição do Mundo Português. O evento, que ocorreu entre 23 de junho e 2 de dezembro de 1940, foi comemorativo dos 800 anos da Independência de Portugal e dos 300 anos da Restauração da Independência.

Conheça um pouco da historia de Portugal

O jardim é ponto de passagem obrigatório, encontrando-se na confluência de grandes monumentos da região como o Centro Cultural de Belém, o Museu Coleção Berardo, o Planetário, o Museu da Marinha e o Padrão dos Descobrimentos, além do já citado, Mosteiro dos Jerônimos.

No centro encontra-se a Fonte Monumental de Cottinelli e a sua volta, um conjunto de 30 brasões esculpidos na vegetação representando as armas das 18 cidades capitais de distritos portugueses e das ex colonias ultramarinas, além de dois escudos: o da Ordem de Avis e o da Ordem de Cristo. Há, ainda, um escudo nacional e um relógio.

Nas laterais do jardim estão dois grupos escultóricos representando figuras míticas de dois cavalos com cauda de animais marinhos.

Esta era a antiga periferia de Lisboa, em Belém, à beira do Rio Tejo, na chamada barra do Restelo, emoldurada pela maravilhosa Torre de Belém e pelo grandioso Mosteiro dos Jerônimos. Anteriormente, no local existia uma praia conhecida como “praia do Restelo”.

Padrão dos Descobrimentos

Conhecido também como Monumento aos Descobrimentos ou Monumento aos Navegantes, o Padrão dos Descobrimentos, concebido pelo arquiteto Cottinelli Telmo e pelo escultor Leopoldo de Almeida, autor da estatuária, homenageia o Infante D. Henrique – O Navegador, e seus colaboradores, personagens de destaque na época dos descobrimentos advindos das grandes navegações.

Inaugurado inicialmente em 1940, para a Exposição do Mundo Português, o monumento foi desmontado, reconstruído em pedra e concreto, como vemos hoje, e reinaugurado em 1960, ocasião do aniversário de 500 anos da morte de D. Henrique.

Infante D. Henrique – Imagem: Wikipedia

Em 1985, seu interior foi remodelado e passou a ter um miradouro, além de um auditório e salas de exposições, passando a ser o Centro Cultural das Descobertas.

O monumento tem forma de caravela e trás, em cada um dos dois lados, figuras de portugueses notáveis ligados aos descobrimentos entre os quais navegadores, guerreiros, frades, cientistas e homens da cultura, incluindo Nuno Gonçalves com uma paleta e Luis de Camões segurando Os Lusíadas.

Do miradouro se tem uma ótima vista da Ponte 25 de Abril, do Mosteiro dos Jerônimos e da representação de uma rosa-dos-ventos de 50 metros de diâmetro desenhada no atelier do arquiteto Luis Cristiano da Silva e oferecida pela África do Sul, em 1960.

Imagem: Wikipedia

No centro da rosa-dos-ventos, destaca-se um planisfério de 14 metros de largura, decorado com elementos vegetais, marinhos, rosas-dos-ventos e Neptuno com tridente e trombeta montado em um ser marinho.

Rosa dos ventos vista do mirante – Imagem: Wikipedia

Informações úteis

Endereço: Av. Brasília 1400-038

Lisboa

Telefone: +351 213 031 950

Horário:

De 0:00 às 19:00, de março a setembro (última admissão às 18:30). Em março, fechado às segundas-feiras.

Das 10:00 às 18:00, de outubro a fevereiro. Fechado às segundas-feiras.

Fechado em 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro.

Preço:

3€ para adultos.

2€ de 12 a 18 anos.

Livre para crianças com menos de 12 anos.

E-mail: info@padraodosdescobrimentos.pt

Site http://www.padraodosdescobrimentos.pt/pt/

 

Monumento 1ª Travessia do Atlântico

A partir do Padrão dos Descobrimentos, seguimos caminhando, pela margem do Tejo, em direção à Torre de Belém e, a meio caminho dela está o Monumento 1ª Travessia do Atlântico.

A primeira travessia aérea do Atlântico Sul teve início em Lisboa, no dia 30 de março de 1922 e foi concluída com sucesso no dia 17 de junho do mesmo ano pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral como parte das comemorações do primeiro centenário da independência do Brasil.

Apesar de a viagem ter durado setenta e nove dias, o tempo de voo foi de apenas sessenta e duas horas e vinte e seis minutos com 8.383 quilômetros percorridos.

Torre de Belém

Uma caminhada tranquila, de cerca de um quilômetro, separa o Padrão dos Descobrimentos da Torre de Belém ou Torre de São Vicente, um dos principais cartões-postais e ícones da arquitetura Manoelina e Mourisca de Lisboa e de Portugal.

Encomendada por D. Manoel I, a Torre foi construída, entre 1514 e 1521, sobre uma pequena ilha de pedra na margem direita do rio e sua principal função era guardar o estuário do Tejo de onde partiam e chegavam às embarcações, inclusive para as grandes navegações. De lá partiram navegadores portugueses em busca de novas rotas marítimas, como Vasco da Gama que chegou a Índia e Pedro Álvares Cabral ao Brasil, por exemplo.

Com a mudança progressiva do curso do rio, a Torre se integrou a margem, ficando ora dentro, ora fora da água, dependendo da maré, sendo acessada por uma ponte.

Ao longo dos anos, a Torre recebeu outras funções e, atualmente é um dos símbolos de Portugal.

A construção é quadrada lembrando os castelos medievais, enquanto as guaritas trazem a influência mourisca. No entanto, o monumento, que é um dos mais nacionalistas do país, tem predominância da arquitetura Manoelina e decoração com símbolos importantes para Portugal.

Em 1983, foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade, pela Unesco.

No interior há vários ambientes para visitação, mas o ponto alto é o terraço, de onde se tem uma linda vista panorâmica do bairro de Belém e da orla junto ao Tejo, com a Ponte 25 de Abril ao fundo.

Informações úteis

Endereço: Avenida Brasília, Lisboa

Horário:

Das 10:00 às 17:30 (última entrada às 17:00), de outubro a abril.

Das 10:00 às 18:30 (última entrada às 18:00), de maio a setembro.

Fechado às segundas-feiras e nos dias 1º de janeiro, domingo de Páscoa, 1º de maio e 25 de dezembro.

Preço:

5€, podendo comprar um ticket conbinado para Torre de Belém e Mosteiro dos Jerónimos por 10€.

Bilhete de Família: 50% de desconto para filhos de 15 a 18 anos, desde que acompanhados por um dos pais.

Até 14 anos, entrada livre.

Site http://www.torrebelem.gov.pt/pt/index.php

Docas de Santo Amaro

Finalizando nosso roteiro desse primeiro dia em Lisboa, partimos da Torre de Belém para as Docas.

O percurso leva aproximadamente cinquenta minutos a pé pela Avenida Brasília, à beira do rio Tejo. Entretanto, preferimos a comodidade de um táxi para ganharmos tempo e aproveitarmos mais o dia. Vale a pena usar o serviço de táxi em Lisboa, pois os preços são justos, seja qual for a distância.

Imagem: Wikipedia

Uma área totalmente revitalizada nos anos de 1990, as Docas de Santo Amaro, localizada sob a Ponte 25 de Abril, ganhou restaurantes, bares e discotecas onde antes existiam armazéns.

Chamada pelos lisboetas apenas como “as Docas”, o local caiu nas graças da população da cidade, bem como dos turistas!

No local é possível fazer uma boa refeição em família, curtir os bares com os amigos ou se esbaldar na noite em uma das discotecas. Sim, eu disse “discoteca”, pois em Portugal, discoteca quer dizer à tradicional “boate” no Brasil. Em Portugal, boate é termo usado para casa noturna erótica.

Se o tempo permitir, não abra mão de ficar em uma das mesas da área externa dos restaurantes e bares, principalmente no verão!

Esse é o momento de dar aquela relaxada, escolher o restaurante que mais lhe agrade e desfrutar a comida e a vista!

Rio Tejo

Sim, o rio Tejo por si só é uma grande atração! Um dos principais e mais famosos rios do mundo, o Tejo é o rio mais extenso da Península Ibérica, nascendo na Serra de Albarracín, na Espanha, a 1593 metros de altitude, e desaguando no Oceano Atlântico, formando um estuário em Lisboa depois de percorrer 1.007 quilômetros.

O Teleférico do Parque das Nações atravessa 1.230 metros ao longo do rio Tejo.

Ele está ali, grande, sereno e majestoso, margeando todos esses monumentos e aguardando para ser admirado e apreciado. Não perca a oportunidade de passear pela margem, relaxar e tirar muitas fotos, principalmente se o dia estiver lindo!

Ponte 25 de Abril

Um dos cartões postais de Lisboa, a Ponte 25 de Abril, com quase 2 km é uma ponte suspensa rodoferroviária que atravessa o estuário do rio Tejo, ligando Lisboa à cidade da Almada e, de quase toda região de Belém é possível admirá-la!

 

Dica de para não enfrentar filas!

Comprando os ingressos e passeios com antecedência, pela Internet, você economiza, pagando mais barato, e não perde tempo nas filas de bilheteria e na entrada das atrações!

Dica para quando a fome apertar!

Bem perto aos Pastéis de Belém, depois de você cruzar a Travessa da Praça, uma pequena rua oferece bons restaurantes com comidas típicas portuguesas. Como esse roteiro é perfeitamente adaptável ao gosto de cada um, conforme disse lá em cima ao falar de transportes e estações para saltar, você pode almoçar em um desses restaurantes e, depois comer uns pastéis de Belém na antiga confeitaria.

Roteiro 8 dias em Lisboa – 2º dia 

Portugal – Roteiro de 21 dias

Nossa experiencia de hospedagem em Lisboa

Tour Lisboa a noite e jantar com show de fado

 

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Uma Resposta

  1. Pedro Henriques

    Olá! Que excelente artigo de viagem para Belém em Lisboa. Já vi que passaram a pente fino esta zona nobre da capital portuguesa e não se esqueceram de provar os famosos pasteis de Belém. Um abraço desde Braga!

    Responder

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