Em Veneza, uma das cidades mais belas do mundo, não faltam atrativos de deixar o queixo caído e, um magnífico exemplo disso é a Basílica de São Marcos. Trata-se de uma fantástica construção da arquitetura bizantina, além de ser a mais famosa e importante igreja de Veneza.

Considerada a obra-prima da arte bizantina fora do império do Oriente, a basílica constitui a síntese da história artística e política de Bizâncio. É o testemunho do apogeu daquela cidade, tendo se tornado um importante centro de peregrinação religiosa.
O estilo bizantino, originado de uma combinação de elementos da arte greco-romana e de influências orientais, tomou sua forma específica no século VI d.C., durante o reinado de Justiniano, soberano do Império Romano do Oriente.

É fascinante observar, no decorrer do dia, os diferentes tons que os mosaicos refletem. Dependendo da hora e do sol variam do rosado ao dourado intenso. Vale a pena passear pela praça em diversos momentos do dia para não perder esse espetáculo! Nós ficamos maravilhados!!!

A Basílica de São Marcos é um monumento único tanto por sua riqueza histórica quanto pela grandiosidade de sua fachada e do seu interior. Localizada na Praça de São Marcos, ela divide a atenção dos turistas com o Palácio dos Doges, obra magnífica que fica ao seu lado da basílica. Esta é a sede da arquidiocese católica romana de Veneza desde 1807.

Apesar de concluída em 1096, o trabalho de decoração não ficou pronto. Portanto, além do caráter bizantino do edifício, a basílica também apresenta influências românicas, góticas e renascentistas. A basílica ficou com o aspeto atual no início do século XIV com o coroamento gótico de flechas nas edículas, de modo a tornar o conjunto mais harmônico com o novo estilo gótico do Palácio dos Doges.

Conhecendo a Basílica de San Marco

A planta em cruz grega é baseada nos exemplos de Hagia Sophia e da Basílica dos Apóstolos, ambas em Istambul, antiga Constantinopla. No interior encontramos três naves longitudinais e três transversais.

Interior da basílica

Um baldaquino cobre o altar principal com colunas decoradas em relevos do século XI. Atrás do altar maior, encontra-se a La Pala d’Oro, a peça mais rica da basílica. Uma grande placa de ouro, de 1105, adornada com safira, esmeraldas e rubis. Uma verdadeira maravilha!

Pala D'Oro

A basílica possui um coro elevado acima de uma cripta e sobre ele estão três relevos de Sansovino e marchetaria de Fra Sebastiano Schiavone.

Os dois púlpitos de mármore da nave são decorados com estatuetas dos irmãos Massegne (1394).

A cobertura é feita com cinco cúpulas sobre o cruzeiro e cada um dos braços, bem como a luz, são dirigidos para o centro da estrutura.

Seu interior sombrio e misterioso reluz com tesouros – mosaicos dourados, mármores coloridos e pedrarias -, fazendo da Basílica de São Marcos uma das catedrais mais gloriosas e exóticas da Europa.

O piso, do século XII, incorpora mosaicos e mármore em padrões geométricos e figuras de animais.

Embora a estrutura básica do edifício tenha sido pouco alterada, sua decoração mudou muito ao longo do tempo. Durante os séculos XII e XIV a basílica sofreu obras de embelezamento. Os navios venezianos voltavam do oriente trazendo os frutos de seus saques: colunas, capitéis e frisos retirados de algum edifício antigo e destinados à igreja. Aos poucos, a alvenaria exterior de tijolos foi recoberta com mármores e outros elementos, alguns mais antigos que o próprio prédio. As antigas cúpulas foram substituídas por cúpulas sobrelevadas. Na fachada, o portal central foi alargado e o conjunto foi enriquecido com colunas, relevos e mosaicos.

 

Os Mosaicos

É notável a qualidade e beleza dos mosaicos, contendo ouro, bronze e uma grande variedade de pedras.

A porta de San Allipo tem mosaicos de 1265. A cúpula do átrio guarda mosaicos do século XIII, onde estão representadas cenas do Antigo Testamento. No interior, as paredes foram recobertas com mosaicos que misturam os estilos bizantino e gótico. Os mosaicos da cúpula do cruzeiro foram realizados em fins do século XII ilustrando a Assunção da Virgem.

Os Cavalos de São Marcos

Os cavalos originais do século IV a.C., que atualmente estão no museu da basílica

Os cavalos originais do século IV a.C., que atualmente estão no museu da basílica

Os Cavalos de São Marcos, também conhecidos como Cavalos de bronze de Constantino, é um conjunto com quatro estátuas de cavalos em bronze, formando uma quadriga – talvez a quadriga mais famosa do mundo. Esculpidas no século IV a.C. e atribuídas ao escultor grego Lisipo, foram acrescentados à basílica em torno de 1254. São obras da Antiguidade Clássica e, alguns historiadores acreditam que os cavalos adornaram o Arco de Trajano, em Roma.

No século IV, Constantino os enviou para Constantinopla, nova capital do império romano, onde ornamentaram o Hipódromo de Constantinopla, construído em 203. As quatro estátuas foram enviados para Veneza, em 1204, pelo Doge Enrico Dandolo como parte do saque de Constantinopla durante a Quarta Cruzada.

Napoleão Bonaparte os retirou em 1797, quando tomou Veneza, levando-os à Paris, onde foram colocados no Arco do Triunfo do Carrossel, construído entre 1807 e 1809. Após a batalha de Waterloo e a queda de Napoleão, as obras saqueadas foram devolvidas à Veneza, em 1815.

Na década de 1980, os cavalos originais foram levados para o museu da basílica a fim de protegê-los da deterioração pela poluição atmosférica. Réplicas em fibra de vidro substituíram os originais.

Os Cavalos de São Marcos

Os Cavalos de São Marcos

A história da basílica

A primeira igreja construída no local foi um edifício temporário no Palácio dos Doges, construído em 828, quando mercadores venezianos trouxeram de Alexandria as supostas relíquias de São Marcos Evangelista. Em 832, um novo edifício foi erguido, desta vez no local da atual basílica, a fim de guardar os restos de São Marcos. Esta igreja foi incendiada durante uma rebelião em 976, sendo reconstruída em 978. Em 1063, foi novamente reconstruída, tornando-se a base da atual edificação.

Consagrada, em 1094, a São Marcos, a basílica é de fato o templo sagrado de Veneza. Atrás do altar superior estão os restos mortais do santo. Esses ossos foram saqueados, em 828, do túmulo atribuído a ele, em Alexandria, no Egito. Há um mosaico mostrando os mercadores venezianos cobrindo as relíquias com carne de porco para que os muçulmanos, que não podem tocar nesse tipo de carne, não inspecionassem a carga.

Veneza declarou São Marcos padroeiro da cidade e conservou seus ossos na basílica anterior, que ficava no mesmo lugar. Quando foi destruída pelo incêndio ocorrido em 976, os restos mortais de São Marcos foram considerados perdidos. Durante a consagração da Basílica, as relíquias do santo não puderam ser encontradas. Porém, de acordo com a tradição, em 1094, o santo pessoalmente revelou a localização de seus restos mortais estendendo o braço a partir de um pilar. Estes restos recém-encontrados foram colocados num sarcófago na basílica.

São Marcos Evangelista

Autor de um dos Evangelhos, ele é também um dos Setenta Discípulos e é considerado o fundador da Igreja de Alexandria, uma das principais sedes do cristianismo primitivo. Marcos escreveu os sermões de Pedro, compondo assim o Evangelho segundo Marcos antes de partir para Alexandria. Os pagãos da cidade ficaram ressentidos com os seus esforços para converter os alexandrinos da religião tradicional helênica. Conta a tradição que colocaram uma corda à volta de seu pescoço e o arrastaram pelas ruas até que estivesse morto.

São Marcos Evangelista

São Marcos Evangelista

O Leão de Veneza 

Veneza adotou também o leão alado de São Marcos Evangelista como símbolo para o seu escudo de armas. Aliás, o leão está por toda a cidade.

As asas do animal reportam-se ao seu papel de mensageiro. Curiosamente, o leão é representado com uma pata sobre um livro aberto (o Evangelho) ou fechado. Segundo a tradição, quando o livro está aberto, significa que o trabalho escultórico foi realizado num período em que a cidade estava em paz.

Leão com o livro aberto

Leão com o livro aberto

Por outro lado, quando o livro se encontra fechado, a cidade estava em guerra.

Leão com o livro fechado

Leão com o livro fechado

Recomendo que você se programe para visitar a Basílica de São Marcos no começo da manhã, pois logo cedo a fila já é imensa e, se for durante o verão, o sol e o calor são causticante. A basílica atrai multidões de turistas e, chegando cedo você também poderá ver, com mais calma, o jogo geométrico de suas cinco cúpulas, as cinco portas da fachada principal e a exótica e luxuosa decoração interior.

Veja horários e valores para visitação consultando o site oficial da basílica.

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