Dez clássicos em que a cidade aparece como protagonista da história!

Em homenagem ao Dia Nacional do Livro, comemorado hoje, 29 de outubro, trago alguns clássicos da literatura nacional onde a cidade do Rio de Janeiro é protagonista e/ou pano de fundo para as tramas.

1808, de Laurentino Gomes

A obra trata de forma bem humorada da chegada da Família Real Portuguesa ao Rio em 1808. Paralelamente, o autor faz um retrato social da cidade e da formação política do país. Entre os episódios históricos mostrados no texto estão as guerras napoleônicas, revoluções republicanas e a escravidão.

Fim, de Fernanda Torres

O livro traz cinco amigos cariocas, que à beira da morte lembram-se de passagens marcantes de suas vidas, como casamentos, separações e arrependimentos. Todos têm personalidades bem diferentes, mas partilham, também, o fato de estar no extremo da vida. Ao redor deles pairam mulheres de vários perfis, um padre em crise com a própria vocação e outros vários tipos retirados pela autora das ruas da cidade.

O Cortiço, de Aluísio Azevedo

O romance publicado em 1890 é uma das obras de maior destaque do Naturalismo no Brasil. Os personagens são os moradores de um cortiço no Rio de Janeiro, um tipo de moradia que é relacionada à formação das favelas. Lá, moram personagens que não se misturavam com a classe dominante, que se envolvem em vários conflitos decorrentes do meio em que vivem.

Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto

A história se passa no fim do século XIX e narra a história do major Policarpo Quaresma, um nacionalista extremado, Sua visão sobre o pais é motivo de desdém e ironia. Interessado em livros de viagem, defensor da língua tupi, o personagem é um patriota que deseja defender a nação a todo custo. A trama é ambientada no Rio entre os períodos da Proclamação da República e os primeiros governos presidenciais do país.

A Morerinha, de Joaquim Manuel de Macedo

O romance tem como história central o romance entre Augusto e Carolina e tem como cenário as praias da Ilha de Paquetá, na Baia de Guanabara. O texto narra os usos e costumes do país na época do Segundo Império quando a sociedade seguia os padrões ditados pela moda europeia.

As Esganadas, de Jô Soares

O romance policial conta as aventuras de um grupo de investigadores atrás de um serial killer pouco tradicional: o dono de uma agência funerária. Com muito humor e narrativas cinematográficas, o filme retrata o Rio de Janeiro na década de 1930, em pleno governo do Estado Novo com Getúlio Vargas como presidente.

O Anjo Pornográfico, de Ruy Castro

A biografia do escritor e jornalista Nelson Rodrigues tem o Rio de Janeiro como cenário. Locais como a vila onde morou na Zona Norte e o Maracanã são palcos de histórias sobre a vida do polêmico autor de títulos como A Vida Como Ela ÉA Falecida Bonitinha, Mas Ordinária.

Agosto, de Rubem Fonseca

O autor mescla ficção e realidade numa história que se passa as vésperas do suicídio de Getúlio Vargas. Em 1º de agosto de 1954 um empresário é assassinado e outro crime é planejado na sede do governo federal. A cidade em seus tempos áureos surge em meio à trama criada pelo autor.

Cidade Partida, de Zuenir Ventura

O jornalista faz um relato sobre a vida dos moradores da favela de Vigário Geral, onde a violência é a linguagem do cotidiano. Por outro lado, ele conta como a sociedade civil se mobilizou contra a violência que resultou no movimento Viva Rio. O livro é um relato emocionado, com direito a histórias surpreendentes e heróis inusitados.

Dom Casmuro, de Machado de Assis

Considerado uma das obras-primas da literatura nacional, o livro mostra o enigmático triângulo amoroso formado por Bentinho, Capitu e Escobar. A narrativa se passa no Rio de Janeiro, no Segundo Império, em meio à vida dos aristocratas da época.

Fonte: Carla Knoplech – Veja Rio

 

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