Penedo, uma agradável cidade na Serra da Mantiqueira, é um desses lugares ideais para um final de semana romântico, principalmente no inverno.

Nosso plano inicial era passar o sábado e voltar no final do dia para o Rio, mas a cidade estava cheia, o dia lindo nos convidando a ficar e, então, resolvemos ficar. E foi ótimo!

Como seria um bate e volta, pegamos a estrada cedo para aproveitar bem o dia. A manhã estava ensolarada e a estrada – Via Dutra, bem tranquila.

A cerca de 170 km da cidade do Rio de Janeiro, Penedo está ao sul do estado, às margens da Rodovia Presidente Dutra (BR-116) que liga o Rio de Janeiro a São Paulo.

Aliado à beleza natural, o vilarejo oferece uma vasta e variada rede hoteleira, restaurantes de alta qualidade, lojas de artesanato, além de oferecer acesso fácil a outros destinos turísticos  da região: Parque Nacional do Itatiaia, Serrinha do Alambari e Visconde de Mauá.

Penedo é a única colônia finlandesa no Brasil, fundada em 1929 por 100 imigrantes que se fixaram na Fazenda Penedo.

A cidade tem ótimos restaurantes e o forte da culinária são as trutas, massas, fondues e a cozinha alemã. Quando a fome apertou, o difícil foi escolher o que comer… truta ou uma das especialidades da Casa do Fritz, um famoso restaurante alemão? Essa dúvida já nos induzia a ficar mais um dia para aproveitarmos mais.

Bem, optamos pela comida alemã! A Casa do Fritz fica bem no centro, em frente a Pequena Finlândia. Para começar, pedimos um chopp enquanto escolhíamos o prato. Super gelado!

Queríamos um einsbein (joelho de porco), então decidimos pelo Chucrute Garnie – Einsbein, Kassler, Bratwurst, Schublig, salsicha Frankfurt, chucrute e batatas cozidas.  O prato para duas pessoas é tão farto que pode servir três ou até quatro. O preço também não é pequeno – 90 reais, mas valeu a pena. A única ressalva que faço, é com relação à demora no atendimento, mas também reparei que o restaurante estava lotado e havia poucos garçons para atender.

A esta altura, já havíamos decidido ficar e aproveitar a noite também. Na realidade, eu tinha levado umas peças de roupa porque pensei em ficarmos por lá. Fomos procurar uma pousada com poucas esperanças de encontrar alguma coisa aconchegante, pois a cidade estava lotada – era o último final de semana do festival do inverno. Por sorte, a primeira pousada que simpatizamos e entramos, conseguimos uma suíte completíssima, TV, telefone, frigobar, lareira e hidromassagem.

O Hotel Primavera, perfeitamente localizado, permitindo o deslocamento a pé para o centro comercial e gastronômico, também oferece o conforto, a tranquilidade e o atendimento que nós esperávamos. Pagamos 250 reais pela diária da suíte 19, o que achamos muito justo.  Foi perfeito!

Penedo tem ótimos hotéis e, principalmente posadas, mas não deixe de fazer reserva com antecedência ou poderá não ter a sorte de conseguir um hotel charmoso e bem localizado – no centro.

À noite fomos conhecer a Pequena Finlândia, criada em 1993 para preservar a cultura finlandesa. Com arquitetura típica finlandesa, a atração homenageia o personagem mais ilustre da Finlândia: Papai Noel. Um pequeno condomínio de lojas coloridas oferece aos turistas os mais variados souvenires, roupas e peças típicas da região e da cultura finlandesa.

Encerramos a noite com um drink no Pé de Canela, restaurante de comida de boteco e ótima música ao vivo.

O amanhecer na Mantiqueira nos anunciava um lindo e ensolarado dia e nós queríamos aproveitar ao máximo!

Depois de um ótimo café da manhã, fizemos algumas fotos nos jardins e recantos do hotel e partimos para um passeio em direção a Visconde de Mauá. Como estávamos de moto, nosso passeio se limitou a estrada asfaltada, o que nos deixou com um gostinho de quero mais…

Fomos até o portal da cidade de Serrinha, mas a estrada não permitiu que seguíssemos.

De volta a Penedo para as últimas comprinhas e, finalmente comermos aquela truta lá do início, lembram?

Almoçamos no restaurante Korvapuusti, que fica na Pequena Finlândia e com uma grande varanda para a Avenida das Mangueiras, que é a principal Avenida de Penedo.

Que truta maravilhosa… A minha foi ao molho de castanha de caju e a do Paulo ao molho de alcaparras, ambas acompanhadas por arroz e batatas cozidas. As trutas foram grelhadas e servidas com os molhos à parte. De comer rezando…

Para acompanhar, pedimos um vinho italiano da região de Emilia-Romagna.

A uva Sangiovese apesar de não ser de difícil cultivo, não se espalhou pelo mundo como as uvas francesas. É uma uva típica italiana. É essencialmente encontrada na região central da Itália de Emilia Romagna, na zona de Rubiconi. O Rocca Sangiovese Rubicone tem cor rubi, o paladar é fresco com acidez viva, mas agradável. Para mim, um vinho muito leve, não empolgou, mas não fez feio.

Depois do almoço visitamos algumas lojas de artesanato e no meio da tarde partimos de volta para o Rio, já programando o nosso retorno para o final de semana seguinte.

Leia tudo sobre Penedo e siga-nos também no Facebook e no Instagram.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.