Que tal conhecer uma Paris fora dos roteiros turísticos? Muito mais original e com a verdadeira essência da cidade luz? A Paris dos anos 1920, da “Geração Perdida” de Ernest Hemingway, Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, T.S. Eliot, Pablo Picasso e tantos outros notáveis?

Pois bem, essa Paris gloriosa, cenário de um novo estilo de vida livre e descompromissado, berço de movimentos artísticos de vanguarda ainda existe e para vê-la basta caminhar pelos lugares certos e observar a verdadeira história em suas ruas.

Para conhecer uma Paris diferente da que a maioria dos turistas vai em busca basta fazer um roteiro literário seguindo os passos de um dos grandes autores da “geração perdida” que fazia a cidade fervilhar, como Ernest Hemingway, James Joyce, Scott Fitzgerald, Gertrude Stein ou Zelda Fitzgerald. E a dica para segui-los bem de perto e, consequentemente descobrir essa Paris gloriosa é através do livro “E foram todos para Paris” de Sérgio Augusto, um guia fabuloso para quem quiser sair dos roteiros clássicos e das filas de turistas.

Reserve já seu hotel em Paris!!!

Nesse roteiro você vai se surpreender com a quantidade de cafés, restaurantes, museus e muita cultura de rua. Entretanto, se quiser um pouco mais, faça o roteiro de Edith Piaf e viva a periferia divertida de Paris, por sinal os locais onde Piaf cantava nas ruas hoje são os “points” noturnos da juventude parisiense.

Você vai perceber que não é preciso ficar nas escadas da Igreja Saint-Étienne-du-Mont, ao lado do Pantheón, esperando o Citroën passar como no filme “Meia Noite em Paris”, de Woody Allen, basta observar! Por sinal, atrás da Saint-Étienne-du-Mont fica a Rua Descartes que leva à Place Contrescarpe, a mesma que Hemingway dizia ser uma cloaca de bêbados e prostitutas.

Descendo pela Rue Cardinal Lemoine até o número 74, terceiro andar, você verá onde tudo começou para Ernest Hemingway e o transformou em um dos maiores escritores do século XX, inclusive no Nobel de Literatura graças ao “O Velho e o Mar”.

Conhecer Montparnasse e Montmartre do outro lado, conhecer Saint German dés Prés a partir da Rue de L’Odeon, que por sinal abrigava a primeira Shakespeare and Company de Sylvia Beach, no número 12, local onde foi publicado “Ulysses” de James Joyce. Se encantar com Pigalle, por mais que Bricktop não exista mais, são exemplos da Paris que só os parisienses ou quem vai por indicação conhece.

Alguns endereços te levarão direto ao túnel do tempo, como o Harry’s New York Bar, na Rue Daunou 5, onde nasceu o famoso Bloody Mary, além de ser o local que na década de 1950 Hemingway costumava tomar Martini seco.

Outra importante referencia para os poetas e romancistas do século XX e XXI é o La Closerie des Lilas. Em suas mesas nota-se quem passou pelo lugar, inclusive Scott Fitzgerald e Hemingway, que tinha esse como seu restaurante favorito e muito escreveu sobre ele em seus romances. O local fica entre o Boulevard Saint Michel e o Boulevard Montparnasse, ao lado da Rue de Notre Dame des Champs, endereço onde Hemingway morou.

O roteiro que eu chamo “Seguindo os passos da Geração Perdida” é fascinante e vai muito além dos exemplos dados nesse artigo. Pode ser planejado com o auxílio de uma breve pesquisa a cerca dos nomes já citados, mas eu sugiro o livro “E foram todos para Paris”!

Se for sua primeira vez na cidade é claro que os roteiros turísticos serão a prioridade, afinal clássicos são clássicos! Mas viva Paris intensamente, em sua plenitude e não se detenha apenas nos pontos turísticos tradicionais. Você verá que Paris é uma festa ambulante como bem disse Hemingway.

Ernest Hemingway costumava dizer que “Paris é uma Festa” e em 1950 o escritor disse a um amigo: “Se você quando jovem teve a sorte de viver em Paris, então a lembrança o acompanhará pelo resto da vida, onde quer que você esteja, porque Paris é uma festa ambulante.

Paris não é cidade para ir uma vez só, precisa ser vivida e não visitada!

 

Não viaje sem seguro!!!

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.