Em Roma, o número de fontes pela cidade é realmente impressionante e mais ainda, é impressionante como algumas são monumentais em tamanho e/ou em beleza ou ainda, em sua simplicidade são belíssimas.

As maiores e mais conhecidas não passam despercebidas, mas outras, mais discretas e pouco turísticas, dificilmente são identificadas pelos visitantes apressados.

As fontes guardam mistérios, curiosidades, lendas e superstições. Vamos conhecer algumas das mais interessantes da cidade e nada melhor do que iniciarmos pela Fontana di Trevi – a queridinha dos apaixonados.

Esta é sem dúvida a fonte mais impressionante e a mais visitada da Cidade Eterna. Construída em 1732, a Fontana di Trevi, que fica localizada em Trevi, tem cerca de 26 metros de altura por 20 de largura, e a maior fonte barroca construída na Itália.

Conta-se que Nicola Salvi, arquiteto que projetou o monumento, foi muito criticado por um barbeiro cujo estabelecimento situava-se na Via della Stamperia. Durante a obra, este dava inúmeros palpites sobre a fonte e isso incomodava demais ao construtor. Assim, Salvi colocou na Fontana di Trevi o ornamento conhecido como “ás de copas”, atrapalhando a visão do local pelo barbeiro e impedindo- lhe de continuar bisbilhotando.

O ritual de jogar uma moeda na fonte com o propósito de garantir o retorno à Roma é praticado por quase todos os turistas, mas poucos sabem que ali ao lado, à direita da Fontana di Trevi, uma fonte menor mas não menos graciosa é palco de uma tradição muito mais antiga.

Trata-se da Fontanella degli Innamorati, simples, porém protagonista de um ritual romântico que garante fidelidade eterna aos casais que beberem juntos a sua água.

Antigamente, as noivas dos rapazes convocados para servir o exército ou que iam afastar-se por um longo período, seguiam a superstição de na noite anterior a partida levar o amado até a fonte, encher um copo novo com a água da fonte e assim que ele a bebia a noiva quebrava-o para que o namorado nunca a esquecesse.

Deixando os arredores da Fontana di Trevi, seguimos até a Via del Corso e entramos na Piazza Colonna, onde está localizado o Palazzo Chigi, sede da presidência do conselho dos ministros italianos. Ali se encontra a fonte encomendada pelo Papa Gregório XIII. Originariamente, a obra foi desenhada em homenagem ao imperador Marco Aurélio, no entanto, a sua proposta inicial não foi aceita e a fonte foi posicionada no início da praça. Mais tarde, alguns de seus elementos foram substituídos por um grupo de golfinhos esculpidos por Achille Stocchi.

A partir da Piazza Colonna, caminhando pela Via del Corso em direção à Piazza Venezia fazemos uma parada na Via Lata. No muro do Palazzo de Carolis, encontra-se uma das chamadas estátuas falantes de Roma: a pequena Fonte del Facchino, ou melhor, aquela que representa a clássica figura do entregador de água.

No passado, a fonte permanecia em frente da igreja de San Marcello, sempre na via del Corso, mas em 1872 foi transferida para evitar que fosse tocada continuamente pelas carroças que circulavam pelo centro da cidade. Muitos atribuíram a sua autoria a Michelangelo, mas depois de uma perícia, verificou-se que a obra foi desenhada por Jacopo Del Conte entre 1587 e 1598.

Não muito distante dali, mais precisamente na frente da basílica de San Marco, aquela ao lado da Piazza Venezia, está localizada a Fontana della Pigna. O monumento foi construído em 1927 e representa o símbolo daquele bairro. No passado, aquela região hospedava outra grande pinha que hoje encontra-se nos jardins do Vaticano.

Partindo da Fontanella della Pigna, volte até a Via del Plebiscito e percorra esta rua até chegar a Via Giulia onde encontra-se uma das mais famosas fontes romanas, o Mascherone (Grande máscara) que foi inaugurada em 1626. Conta-se que, durante as festas da importante família Farnese, no lugar da água a fonte jorrava vinho.

Aproveite para respirar seus mais de quinhentos anos de história e apreciar as encantadoras sacadas floridas de Via Giulia. Com suas pitorescas oficinas de artesãos e as suas casas imponentes, Via Giulia é considerada uma das ruas mais bonitas de Roma e a sua “grande máscara” também não decepciona os turistas.

Bastam alguns metros para chegarmos a uma das mais elegantes praças romanas, a Piazza Farnese, onde duas belíssimas fontes construídas com granito egípcio que, segundo alguns historiadores, inicialmente pertenciam às termas de Caracalla.

Agora voltamos até Corso Vittorio Emanuele II, na frente da Chiesa Nuova (Igreja Nova) onde encontramos outra obra de arte, a Fontana della Terrina. O autor desta beleza é Giacomo della Porta e antes que fosse colocada na atual localização encontrava-se no Campo de Fiori, no lugar onde hoje está a estátua do filósofo Giordano Bruno, morto por heresia em 1600.

Na Piazza Navona, uma das mais belas e famosas praças, não só de Roma, mas da Itália encontramos três fontes maravilhosas: a Fontana dei Quattro Fiumi (Fonte dos Quatro Rios) com elementos arquitetônicos e esculturas do mestre Gian Lorenzo Bernini; a Fontana del Moro, esculpida por Giacomo della Porta e retocada por Bernini; e a Fontana del Nettuno, obra de Gregory Zappala e Antonio Della Bitta.

Imprescindível, também, colocar em qualquer roteiro turístico pela cidade, a Piazza di Spagna onde se encontra a Fontana della Barcaccia, outra obra do mestre barroco Bernini juntamente com seu pai Pietro Bernini, em 1629.

Enriquecendo a arquitetura da Piazza del Popolo, estão outras cinco fontes que merecem serem vistas e como a Popolo também não pode ficar fora de roteiro algum, é claro que vamos conhecê-las.

A Fontana dei Leoni construída ao redor do obelisco, decorada com quatro leões, foi projetada pelo arquiteto Giuseppe Valadier para substituir uma antiga fonte de Giacomo della Porta, enquanto as das laterais, situadas nas duas extremidades da praça, homenageiam Netuno e a deusa Roma, rodeada por uma loba que amamenta dois recém-nascidos. Como se não bastasse, ao lado da porta del Popolo, antiga porta Flaminia, encontram-se outras duas fontes menores, quase idênticas, que representam sarcófagos.

A pouca distância encontramos a Fontana del Pantheon, na Piazza della Rotonda bem em frente ao Pantheon. A fonte tem uma enorme bacia de pedra cercada por quatro golfinhos e um obelisco de Ramsés II no centro.

Uma fonte antiga e muito curiosa está situada na Via del Babuino e tem como elemento principal um sileno, ou seja, uma figura da mitologia grega representado quase sempre bêbado. Os romanos consideraram a escultura desse personagem tão feia que a chamaram de “fonte do babuíno”, por sua semelhança com um macaco.

Com extrema beleza a Fontana del Tritone, desenhada por ninguém menos que Bernini, em 1643, é outra visita imperdível nesse roteiro. Conta-se que exatamente dali partiam as carroças que transportavam os cadáveres desfigurados que seriam expostos em diversos locais da cidade, a espera de uma identificação.

A poucos passos dali, no cruzamento entre Via delle Quattro Fontane e Via del Quirinale, encantamo-nos com as quatro fontes que representam os rios Tibre e Arno e as deusas Diana e Juno.

Seguindo a Via del Quirinale, chegamos a Piazza del Quirinale, onde está o Palácio do Quirinal, residência do presidente da Itália. No centro da praça encontra-se o Obelisco Quirinal, a estátua dos Domadores de Cavalo, representando Castor e Pólux e, sob o grupo, uma fonte simples, mas compondo um rico elemento à praça.

A Fontana di Piazza Nicosia que está localizada na praça de mesmo nome, foi construída em 1572 por Giacomo della Porta, após a reativação do Acqua Vergine. Originalmente esta obra ficava na Piazza del Popolo, próximo ao obelisco.

Outra obra de Giacomo della Porta, a Fontana da Piazza d’Aracoeli, também merece uma visita.

A Fountain na Piazza Santa Maria in Trastevere está localizada na praça em frente à igreja de Santa Maria in Trastevere.

Alguns historiadores acreditam que está seja a fonte mais antiga de Roma, datando do século VIII. A atual configuração é obra de Gian Lorenzo Bernini e de Carlos Fontana.

A poucos minutos de caminhada pelas ruas do centro histórico, chega-se a Praça Mattei, no antigo bairro judeu onde se encontra uma das mais belas e delicadas fontes renascentistas, a Fontana delle Tartarughe ou Fonte das Tartarugas. A obra foi projetada por Giacomo Della Porta no final do século XVI e esculpida por Taddeo Landini. Cem anos mais tarde, as tartarugas foram acrescentadas à fonte por Bernini.

As Fontani Gemelli, em bronze e granito, executadas no século 17, são duas belas fontes que estão na Piazza San Pietro, no Vaticano e ladeiam o obelisco egípcio trazido para o circo de Nero.

A Fontana dei Cavalli Marini, é uma bela obra em meio aos jardins da Villa Borghese, o segundo maior parque de Roma, com 80 hectares.

Enfim, fontes mais recentes, mas não menos belas são a Fontana delle Naiadi e a Fontana Sallustiana. A primeira que está localizada na Praça da República, poucos metros da estação Termini e foi inaugurada em 1901, representa o domínio do homem sobre a natureza. Enquanto a segunda é uma fonte quase escondida que merece ser fotografada. Situada exatamente na via Friuli, no final do muro que hoje abriga a sede da embaixada americana, a fonte também foi inspirada no estilo de Bernini.

 

Fontana Sallustiana

Depois de seguir este roteiro, que além de fontes maravilhosas contempla outros atrativos de Roma, você vai querer descobrir muitos outros tesouros dessa verdadeira Cidade Eterna!

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