Em meio aos mais de um milhão de cadeados que enfeitam a Pont des Arts em uma demonstração de amor eterno, está o nosso – meu e do Paulo -, contribuindo para um enorme peso extra para esta bela ponte que já sofre os efeitos negativos desse gesto, aparentemente, inocente dos apaixonados, como nós!

Apesar do romantismo envolvido, a história tem suscitado reações contra e a favor aos “cadeados do amor”, criando polêmicas em torno da segurança das pontes parisienses, além disso, os cadeados têm sido removidos frequentemente ao longo do tempo porque a Pont des Arts é de pequena dimensão.

Finalmente, a partir desta segunda-feira, 1º de junho, a câmara municipal de Paris começa a retirar os “cadeados do amor”, não pelo que simbolizam muito pelo contrário, afinal Paris é a cité de l’amour, mas porque nos últimos anos, a Pont des Arts, construída em 1804 e que se estende por 150 metros ficou tomada pelos cadeados de casais apaixonados e já sofre “uma degradação permanente e um risco à segurança dos visitantes e dos parisienses”, segundo um comunicado da própria câmara de Paris.

Esses símbolos de amor eterno que sobrecarregam a Pont des Arts já são um problema há algum tempo nesta e em outras pontes parisienses, pois a moda de estendeu-se a outras travessias do Sena como a Pont de l’Archevêché, que liga a cidade a Île de la Cité, onde fica a catedral de Notre Dame.

Em 2014, uma das grelhas metálicas da ponte caiu no Sena, devido ao peso dos cadeados que, em toda sua extensão, somam mais de um milhão e, aproximadamente quarenta e cinco toneladas.

Para a realização de retirada dos cadeados, que se dará ao longo da semana, a ponte pedonal permanecerá fechada aos transeuntes.

Bem, uma coisa é certa, os apaixonados terão que arranjar outras formas de imortalizar seu amor, pois em substituição aos cadeados virão obras de arte contemporâneas, segundo a câmara, que, provavelmente em outono, protegerá as grelhas da ponte com painéis de vidro.

 

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