Veneza está no imaginário de boa parte das pessoas, das que gostam de viajar, daquelas que simplesmente pensam em conhecer alguns lugares, mas sobretudo, das românticas. É praticamente impossível descrever a beleza e a magia de Veneza.

Definitivamente, não é uma cidade qualquer… é única! Afinal, em que outro lugar do mundo as ruas são substituídas por canais e o único meio de locomoção possível é pela água?

Veneza é fascinante, misteriosa e sobretudo, romântica. Não é à toa que é conhecida como a cidade dos apaixonados!

Quando você ler que o melhor jeito de conhecer Veneza é se perdendo pelas suas ruelas e praças, não pense que é “maneira de dizer”, como eu pensei… quando vivenciamos essa fantástica experiência, percebi que tão fácil quanto se perder pela cidade é, de fato, a melhor forma de conhecê-la.

Não é difícil se perder pelas ruelas e pontes, mas é uma delícia descobrir os recantos de Veneza.

Procure chegar na cidade durante o dia, pois todo transporte é aquático e a maioria dos hotéis ficam nos pequenos canais. Além disso, chegando pela estação de trens de Santa Lucia, como nós, ou pelo terminal de ônibus, você terá um impressionante impacto com a vista da cidade.

Se quiser, como foi o nosso caso, somente curtir a magia de Veneza, suas pontes e belezas escondidas pelas ruas estreitas, dois dias são suficientes. Entretanto, como se trata de uma cidade rica em museus, galerias de arte, igrejas e palácios, ficar menos de três dias chega a ser um pecado!

Descubra Veneza, passeie de gôndola, sonhe acordado, tudo é lindo!

É impossível falar em Veneza e não lembrar das gôndolas, a embarcação mais conhecida da cidade e o sonho de consumo de 10 em cada 10 turistas. O passeio de 40 minutos custa 80 euros, mas se estiver em grupo e quiser economizar, o preço pode ser dividido para até 6 pessoas.

Localizada na região do Vêneto, no nordeste da Itália, comuna ou cidade de Veneza inclui as ilhas de Murano, Burano e outras menores na lagoa de Veneza, no Mar Adriático. A cidade está coberta por 177 canais, 400 pontes e 118 ilhas. O principal núcleo da cidade, o seu centro histórico, é constituído por um conjunto de ilhas no centro da lagoa.

A geografia da cidade é propícia para os pedestres, então, tire proveito disso para desvendar seu charme e não fique apenas nos pontos onde a multidão de turistas se concentra. Somente assim é possível conferir a autêntica Veneza. O centro histórico é totalmente pedonal e os principais pontos turísticos também são acessíveis a pé.

Centro histórico – Palazzo du Doge

Centro histórico

Centro histórico – Piazza di San Marco

Piazza di San Marco com a Basilica di San Marco ao fundo

Um mapa é praticamente inútil, pois a infinidade de becos, pontes e ruelas certamente faz com que qualquer um que não conheça a cidade se perca. Portanto, com ou sem mapa, caminhe sem destino apreciando a paisagem, a arquitetura, as lojas e tudo o que Veneza tem a oferecer.

Outra forma possível de se deslocar pela cidade, ou seja, pelos canais, é utilizando o vaporetto, os “ônibus aquáticos”. São diversas linhas, com diferentes itinerários, além de ser o transporte mais barato.

As linhas mais populares, como a linha 1, custam 7,50 euros (duração de 75 min). Os cartões de viagem são a solução mais econômica, pois eles permitem viagens ilimitadas e podem ser usados ​​em todos os serviços – tanto pela água (exceto os da rota 3, Alilaguna, Clodia, Fusina) como em terra – serviços urbanos no município (“Comune”) de Veneza. A validade pode ser de 24, 48, 72 horas ou 7 dias após a convalidação. Incluído no preço está o transporte de um item de bagagem de até 150 cm como a soma de suas três dimensões. Veja aqui o detalhamento dos tickets, horários e duração.

20,00 € – 24 HORAS TravelCard

30,00 € – 48 HORAS TravelCard

40,00 € – 72 HORAS TravelCard

60,00 € – 7 DIAS TravelCard

Você pode comprar os bilhetes da ACTV (Azienda Trasporti Consorzio Veneziano), companhia que opera os vaporettos, nas bilheterias das docas ou nos muitos vendedores autorizados (tabacarias, lojas de jornais e alguns cafés). Como nos trens, é preciso carimbar o seu bilhete na máquina amarela antes de entrar no vaporetto. Os ingressos não são vendidos a bordo dos barcos. Se você se encontrar a bordo sem bilhete, informe imediatamente a tripulação da ACTV, de modo a evitar o pagamento de uma multa.

Vaporetto

A principal linha é a 1, que percorre toda a extensão do Grande Canal, oferecendo ao turista um magnífico tour. Embarque no sentido oposto da maioria para evitar multidão, ou seja, sentido Piazzale Roma durante a manhã ou San Marco durante a noite. Para tornar a viagem ainda mais interessante é conveniente escolher os primeiros ou últimos lugares na parte descoberta da embarcação (se o clima permitir), assim terá melhor visão do passeio.

Parecidos com as gôndolas, porém um pouco maiores, os Traghettos são barcos que servem para fazer a travessia de algum canal quando não há ponte disponível. O passeio custa 50 centavos de euro e dura dois minutos.

Os táxis aquáticos são uma outra opção de transporte, porém bem mais caro. Se você preferir ir rápido, direto ao destino e sem compartilhar o transporte com outros turistas, o táxi é a opção. Entretanto, prepare-se para desembolsar muitos euros a mais.

Saímos da estação de Termini, em Roma, no trem de Alta Velocidade das 06:20h com previsão de chegada às 10:30h na estação Santa Lucia, em Veneza. Chegamos precisamente no horário, depois de quatro paradas, pois ao contrário do que pensamos, o trem não era direto. Compramos os bilhetes através de um contato em Paris, pois não conseguimos efetuar a compra pelo site www.trenitalia.it.

Estação Santa Lucia

Ao saímos da estação de trem já nos deparamos com o Grande Canal e suas belíssimas construções, além de todo o movimento de barcos que circulam nele. Ali mesmo, em frente à estação Santa Lucia, pegamos um táxi barco que nos levou ao hotel. Já valeu o passeio! No trajeto, que custou 70 euros, apreciamos a bela arquitetura dos palacetes ao longo do canal e é claro, a Ponte Rialto, o ponto alto deste que foi nosso primeiro contato com Veneza.

Este é o taxi que nos conduziu da estação Santa Lucia ao Hotel Becher

Saindo da estação Santa Lucia

Grande Canal

Seguindo pelos canais em direção ao hotel

Queríamos que nossa estada em Veneza fosse realmente marcante, pois foi o lugar escolhido para comemorarmos nosso aniversário de casamento. Por isso, o Hotel Becher foi o eleito e para nossa surpresa, ao chegarmos nos foi oferecido um upgrade para uma suíte com vista para o canal San Luca.

Faxada do Hotel Becher no Canal da San Luca

O Hotel Becher é muito bem localizado, a 50 metros do prestigiado Teatro La Fenice, no Campo San Fantin, a 300 metros da Praça de São Marcos e a 10 minutos a pé da Ponte Rialto, além de estar em área de comércio, com lojas fantásticas a curta distância e restaurantes.

Ancoradouro do Hotel Becher

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Com uma requintada e elegante decoração setecentista, o hotel prima pelo conforto em todos os ambientes associado a um excelente serviço 24 horas por dia. O que mais nos impressionou foi a atenção por parte dos funcionários da recepção, inclusive falando um ótimo português.

As gôndolas passando em frente a janela da nossa suíte. Muitos gondoleiros passam cantando… e bem!

Além do upgrade, nos foi oferecido como cortesia, um taxi para nos levar a Murano. Mais uma vez o Becher nos surpreendeu e nossa ida a Murano foi enriquecida por um incrível passeio de lancha pela Lagoa de Veneza.  É extremamente confortável e prático sair e chegar ao hotel, uma vez que ele possui um embarcadouro privado.

O hotel providencia a gôndola para seu passeio… é o máximo!

Deixando Veneza e seguindo em direção a Murano

Basilica di San Giorgio Maggiore, na pequena ilha de San Giorgio Maggiore, em frente a Piazza di San Marco.

Deixando o centro histórico para trás.

Ao fundo a Basilica di Santa Maria della Salute.

Um passeio sensacional!!!

De Veneza à Murano são, aproximadamente, 15 minutos de lancha taxi ou 40 minutos de vaporetto. Retornamos à Veneza com o segundo, o que também foi um passeio e tanto.

Além de ser uma linda ilha, lá estão as vidrarias de onde saem os artesanatos em vidro mais famosos do mundo. Em muitas delas é possível ver o artesão fabricando suas obras de arte. Falarei de Murano em um post próprio.

Veneza está sempre lotada, mas na alta temporada é algo extraordinário, portanto, se você não quiser esbarrar o tempo todo em outras pessoas, enfrentar filas enormes sob um sol escaldante, restaurantes lotados e serviço demorado, além de outros inconvenientes, procure ir entre março e final de maio ou de setembro a outubro.

A cidade é tranquila, mas por ser extremamente movimentada é bom tomar cuidado com possíveis furtos.

Lembre-se que Veneza é um dos destinos turísticos mais procurados, o que já a tornaria mais cara do que outras cidades, mas Veneza é uma cidade muito cara. Um café na praça de São Marcos pode sair pelo preço de um lanche inteiro em outros locais. A taxa de serviço, chamada “cubiertos”, é cobrada, a menos que exista uma placa no estabelecimento dizendo “sem taxa”.

Não se arrisque a chegar em Veneza sem reserva de hotel. Dos mais simples aos mais caros, a lotação está quase sempre completa em qualquer época do ano. Se você chegar sem ter reservado hotel e não encontrar vaga, aconselho tentar um hotel nas cidades vizinhas, como Olmo e Mestre, onde podem ser encontrados grandes hotéis e quase sempre com disponibilidade.

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O Aeroporto Internacional Marco Polo está localizado a 12 quilômetros de Veneza por terra e a 10 quilômetros por água, estando ligado às estações ferroviárias de Mestre e Santa Lúcia através de um serviço de autocarros, cujo terminal se encontra na Piazzale Roma, a 10 minutos a pé da Ponte della Costituzione. O aeroporto, nomeado em homenagem ao seu famoso Marco Polo cidadão de Veneza, também é servido pelos barcos-táxis ou os barcos da Alilaguna a cada sete minutos.

Não aconselho chegar de carro, pois Veneza é praticamente uma zona sem carros e você terá que deixa-lo em um dos dois estacionamentos ao custo médio de 25 euros por dia. Os veículos chegam aos estacionamentos de Tronchetto e Piazzale Roma através da Ponte della Libertà (SR11), uma ponte rodo-ferroviária com cerca de 3850 metros de comprimento, que atravessa a Lagoa de Veneza, e que constitui a única via de acesso ao tráfego automóvel à cidade de cidade, ligando o continente à Piazzale Roma.

Por ser uma cidade intimamente ligada à água, o forte na culinária veneziana são peixes e frutos do mar. Experimente o spaghetti al nero di sepia (espaguete com tinta de lula) ou o bacalhau com polenta. Também é um prato típico veneziano o fígado com cebola e polenta, mas estamos na Itália, portanto, há uma enorme oferta de massas e risotos. Fica algumas sugestões de restaurantes: o Antico Pignolo (Specchieri 451, 522-8123), que diz ter uma adega de mais de mil vinhos do mundo todo, experimente as carnes e frutos do mar da Antica Carbonera (S. Marco 4648 – Calle Bembo, 522-5479), localizada próxima à histórica região da ponte de Rialto, onde mercadores do mundo todo se reúnem desde o século 15. Há ainda o bicentenário La Terrazza (Goldoni 4488, 528-5017), no hotel Bonvecchiati, que oferece tanto pratos característicos de Veneza como outras receitas italianas.

Uma dica é acordar cedo, e você não vai se arrepender, pois a cidade fica linda com o brilho do sol da manhã, além de bem vazia. Vá direto à praça de São Marco para ver a formação da guarda veneziana hasteando a bandeira as 7 horas.

A cidade tem inúmeras igrejas, mas muitas delas foram transformadas em salas de concertos de música clássica. Afinal esta é a terra natal de Vivaldi!

A influência de Veneza na cultura estendeu-se naturalmente ao longo da história. Exemplos disso são as telas para pintura, inventadas na cidade, inovações no fabrico do vidro, o papel dominante da Escola Veneziana na música europeia do século XVI e as palavras de origem veneziana, relacionadas com a toponímia local ou características próprias da cidade, e que entraram no vocabulário de muitas línguas europeias. O diminutivo de Veneza deu ainda lugar à designação da Venezuela, que significa “pequena Veneza”.

Veneza é na atualidade uma cidade de artes por excelência, devendo a sua fama mundial à simples condição de ser uma cidade construída sobre a água, com canais em vez de ruas, e é tomada como modelo de comparação com todas as cidades com canais, como por exemplo Amsterdã (A Veneza do Norte), na China, onde Suzhou é dita Veneza do Oriente, ou Aveiro (A Veneza de Portugal), ou a Little Venice de Londres. Até um país, a Venezuela, tem o seu nome etimologicamente ligado a Veneza, sendo assim chamado pelo navegador florentino, Américo Vespuccio por causa das aldeias em palafitas que viu.

A cidade é conhecida internacionalmente por vários eventos de âmbito cultural, nomeadamente o Festival de Cinema, a Bienal de Artes e o Carnaval de Veneza, que todos os anos levam milhões de turistas a visitá-la.

Quando visitar Veneza:

A principal época turística é entre abril e novembro, embora Veneza esteja sempre muito agitada durante o Natal, Páscoa e Carnaval (fevereiro). O Festival de Cinema (agosto) e a Biennale (setembro) fazem aumentar as multidões e os preços. As épocas mais agradáveis para visitar esta cidade são no início e no final da alta temporada, quando a cidade está mais calma e o clima ameno.

O verão pode ser muito agitado com grandes multidões se espremendo nas estreitas ruelas, vaporetos lotados e filas intermináveis com horas de espera. Entretanto, há um clima animado, quase festivo. Proliferam os vendedores e artistas de rua, os turistas de mochila nas costas e os cafés, restaurantes e praças são uma animação. Contudo, vale a pena penser em visitar Veneza no inverno, quando a cidade ganha uma aura misteriosa, principalmente se nevar ou estiver com nevoeiro. Mas cuidado, pois nesta época é mais comum a ocorrência das “águas altas”, ou seja, época em que a cidade fica inundada principalmente na Praça de São Marcos.

No início da Primavera e no Outono, Veneza tem um charme mais tranquilo e é muito mais fácil encontrar um restaurante com mesas livres e não se tem de esperar tanto tempo nas filas dos museus.

Clima da Cidade:

Julho e agosto são muito quentes e úmidos, com trovoadas ocasionalmente, à tarde. Janeiro e fevereiro são gélidos, embora Veneza quando neva é incrivelmente romântica. No outono, ergue-se o nevoeiro da lagoa e cria um cenário digno de postal. As temperaturas durante o verão oscilam entre os 30ºC e os 33ºC. No inverno elas descem até aos 0ºC e os 3ºC. Chove um pouco durante todo o ano com picos na primavera e no outono – e durante aquelas tempestades de verão.

Em determinadas condições de maré e tempestade, possíveis em qualquer época do ano, porém, mais comuns no inverno, Veneza pode ser vítima de acqua alta – “águas altas” ou cheias repentinas. Soam sirenes de aviso e em algumas ruas são colocadas plataformas elevadas como corredores para as pessoas se deslocarem, mas sempre ficam congestionadas.

 

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